quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Que tal ser blogueiro (a) por um dia em 2011?

Vi nas Necessarias e não resisti, já estou participando! Meu post sai dia 5 de fevereiro, e você pode participar também!
O Ivan Niero, inspirado no The3Six5, teve uma ideia bacana para 2011: colocou no ar o blog 3meia5, que vai contar com 365 posts de 365 autores diferentes durante o ano. E ele quer que VOCÊ, isso mesmo, você, escreva também!

Os posts serão simples, devem ser sobre alguma coisa que você fez, pensou ou cogitou fazer durante aquele dia (aquele no qual deverá publicar o post, o Ivan explica por e-mail).
Fácil!!! Então, se você já tem blog, ou se não tem, mas sente vontade de escrever, participa !

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Risca aí tu também!

01. Pagar bebidas pros seus amigos.
02. Pegar num tubarão.
03. Dizer “eu te amo” sentindo amor de verdade.
04. Abraçar uma árvore.
05. Achar que vai morrer.
06. Ficar acordado a noite inteira só pra ver o sol nascer.
07. Cultivar e comer suas próprias frutas e vegetais.
08. Dormir sob as estrelas.
09. Mudar a fralda de uma criança.
10. Ver uma estrela cadente.
11. Ficar embriagado.
12. Doar coisas para caridade.
13. Não dormir por 24 horas.
14. Olhar para o céu e achar o cruzeiro do sul.
15. Ter um ataque de riso na pior altura possível.
16. Fazer uma luta de comida.
17. Apostar e perder.
18. Convidar um estranho para sair.
19. Fazer guerrinha de papel.
20. Pegar num cordeiro.
21. Gritar o mais alto que puder.
22. Andar de montanha russa.
23. Dançar como um louco e não se preocupar se estão olhando.
24. Falar com sotaque por um dia inteiro.
25. Estar mesmo feliz com a tua vida.
26. Ter dois Hard Drives para o computador.
27. Conhecer o teu país.
28. Cuidar de alguém embriagado.
29. Ter amigos fantásticos.
30. Dançar com um estranho.
31. Fazer um passeio de noite na praia.
32. Ficar de coração partido mais tempo do que se esteve realmente apaixonado.
33. Sentar na mesa de um estranho num restaurante e comer com ele.
34. Imitar uma vaca.
35. Fingir que é um super herói.
36. Cantar no Karaokê.
37. Mergulhar.
38. Beijar na chuva.
39. Brincar na lama.
40. Brincar na chuva.
41. Apaixonar-se e não ficar de coração partido.
42. Fazer uma arte marcial.
43. Entrar num filme.
44. Ser penetra numa festa.
45. Ficar sem comer 5 dias.
46. Fazer um bolo sozinho.
47. Fazer uma tatuagem.
48. Receber flores sem razão.
49. Representar num palco.
50. Gravar música.
51. Ter um caso de uma noite.
52. Guardar um segredo.
53. Cantar bem alto no carro e não parar quando perceber que tem gente olhando.
54. Sobreviver a uma doença em que se podia ter morrido.
55. Perder dinheiro.
56. Cuidar de alguém com dor de cotovelo.
57. Fazer uma festa legal.
58. Por um piercing.
59. Partir o coração de alguém.
60. Evitar alguém de propósito.
61. Andar a cavalo.
62. Fazer uma grande cirurgia.
63. Ter uma foto sua num jornal.
64. Mudar a opinião de alguém sobre alguma coisa em que acreditas profundamente.
65. Fazer de um inseto um animal de estimação.
66. Selecionar um autor importante que não trabalhou na escola e lê-lo.
67. Comunicar-se com uma pessoa sem partilharem uma língua em comum.
68. Escrever a sua própria linguagem no computador.
69. Pensar que está vivendo um sonho.
70. Pintar o cabelo.
71. Salvar a vida de alguém. -->nunca salvei a vida de uma pessoa, mas já salvei a vida de alguns animaiszinhos, então vale, né?

via Dea Balle

E aí?

Tirei do Tumblr da Dea Balle, achei bem legal.


[] I have/had piercings besides the ears.
[] I want piercings besides the ears.
[x] I have many scars.
[] I tan easily.
[x] I wish my hair was a different color.
[x] I have friends who have never seen my natural hair color.
[] I have a tattoo.
[x] I can be self-conscious about my appearance.
[x] I have/had braces.
[] I have more than two piercings.

Embarrassment
[x] Disney movies still make me cry.
[x] I’ve laughed so hard I’ve cried.
[x] I’ve glued my hand to something.
[] I’ve laughed until some kind of beverage came out of my nose.
[] I’ve had my pants rip in public.
[x] I’ve touched something sharp/hot/etc to see if it would hurt.

Health
[x] I’ve gotten stitches.
[] I’ve broken or dislocated a bone.
[] I’ve had my tonsils removed.
[] I’ve had my wisdom teeth removed.
[x] I’ve had serious surgery.
[x] I’ve had chicken pox.

Travel
[] I’ve been to Florida.
[x] I’ve driven/ridden over 200 kilometres in one day.
[x] I’ve been on a plane.
[] I’ve been to Colombia.
[] I’ve been to Cuba.
[] I’ve been to Niagara Falls.
[] I’ve been to Ottawa.
[] I’ve been to the Caribbean.
[x] I’ve been to Europe.

Experiences
[] I’ve gotten lost in my city.
[x] I’ve seen a shooting star.
[x] I’ve wished on a shooting star.
[] I’ve seen a meteor shower.
[x] I’ve gone out in public in my pajamas.
[x] I’ve pushed all the buttons on an elevator.
[x] I’ve slapped someone.
[x] I’ve kissed someone underwater.
[] I’ve gone skinny-dipping.
[x] I’ve chugged something.
[x] I’ve crashed a car / been in a car crash.
[] I’ve been skiing.
[x] I’ve been in a musical. --> actually, I've been TO a musical.
[x] I’ve auditioned for something.
[x] I’ve been on stage.
[] I’ve caught a snowflake on my tongue.
[] I’ve sat on a rooftop at night.
[x] I’ve pranked someone.
[x] I’ve ridden in a taxi.

Honesty / Crime
[] I’ve been arrested.
[] I’ve been threatened to be arrested.
[x] I’ve broken a law.
[x] I’ve done something I promised someone I wouldn’t.
[x] I’ve done something I promised myself I wouldn’t.
[x] I’ve sneaked out.
[x] I’ve lied about my whereabouts.
[x] I’ve cheated while playing a game.
[] I’ve been in a fist fight.

Death
[x] I’m afraid of dying.
[] I hate funerals.
[x] I’ve seen someone/something die.
[] Someone close to me has attempted/committed suicide.
[x] I’ve thought about suicide before.
[] I’ve written a eulogy for myself.

Materialism
[] I own over 5 rap CDs.
[] I’m obsessed with anime/manga.
[] I collected comic books.
[x] I own a lot of makeup.
[] I own something from Pac Sun.
[x] I own something from The Gap.
[] I own something I got on E-Bay.
[] I own something from Abercrombie.
[x] I thrive on compliments.
[] I thrive on hate.

Random
[] I can sing well.
[] I’ve stolen a tray from a fast food restaurant.
[x] I open up to others easily.
[x] I watch the news occasionally or always.
[x] I don’t like to kill bugs.
[] I sing in the shower.
[] I’m a morning person.
[] I’m a sports fanatic.
[x] I twirl my hair.
[x] I care about grammar.
[] I love spam.
[] I’ve copied more than 30 CDs in a day.
[x] I bake well.
[x] My favorite color is either white, yellow, pink, blue, red, black, purple, or orange.
[] I would wear pajamas to school.
[] I like Martha Stewart.
[] I am guilty of tYpInG lIkE tHiS.
[x] I laugh at my own jokes.
[] I eat fast food weekly.
[x] I’ve not turned anything in and still got an A in a certain class.
[x] I can’t sleep if there’s a spider in the room.
[x] I’m really ticklish.
[] I like white chocolate.
[] I bite my nails.
[x] I’m good at remembering faces.
[] I’m good at remembering names.
[] I’m good at remembering dates.
[x] I have no idea what I want to do for the rest of my life.

People
[] ask if I’m anorexic/bulimic.
[] call me fat.
[] say I’m skinny.
[] say I’m ugly.
[x] say I’m pretty.
[x] spread rumors about me.
[] force me to eat.
[] say I eat too much.
[] say I eat too little.
[] don’t know I have an eating disorder.

Eating
[x] I’ve lost weight.
[x] I’ve gained weight.
[] I’m at my thinnest.
[] I’m at my biggest.
[] I’ve lost weight and kept it off.
[x] I’ve lost weight but gained it back.
[x] My weight affects my mood.
[] I weigh myself daily.
[] I’m jealous of everyone skinnier than me.
[] I feel happy when I’m hungry.
[] I get depressed after eating.
[x] I diet.
[] I’m vegan/vegetarian.
[x] I’ve skipped a meal.
[x] I’ve thrown food away.
[x] I’ve spat food out.
[x] I’ve taken diet pills.
[] I’ve used laxatives.
[] I exercise.
[] I exercise so I can eat.
[] I work out daily.
[] I’ve fainted from exhaustion.

Family
[x] I’ve sworn at my parents.
[] I’ve planned to run away from home before.
[x] I’ve run away from home.
[] My biological parents are together.
[] I have a sibling less than one year old.
[x] I want kids.
[] I’ve had kids.
[] I’ve lost a child.

Relationships
[] I’m single.
[x] I’m in a relationship.
[] I’m engaged.
[] I’m married.
[] I’m a swinger.
[] I’ve gone on a blind date.
[x] I have/had a friend with benefits.
[] I’ve hooked up with someone in little or no notice.
[x] I miss someone right now.
[] I have a fear of abandonment.
[x] I’ve gotten divorced.
[x] I’ve had feelings for someone who didn’t have them back.
[x] Someone has had feelings for me when I didn’t have them back.
[] I’ve told someone I loved them when I didn’t.
[] I’ve told someone I didn’t love them when I did.
[x] I’ve kept something from a past relationship.

Sexuality
[x] I’m a cuddler.
[x] I’ve been kissed in the rain.
[x] I’ve hugged a stranger.
[x] I’ve kissed a stranger.

Bad times
[x] I’ve consumed alcohol.
[] I regularly drink.
[x] I can’t swallow pills.
[] I can swallow numerous pills at a time without difficulty.
[x] I’ve been diagnosed with clinical depression at some point.
[x] I have/had anxiety problems.
[x] I shut others out when I’m upset.
[] I don’t have anyone to talk to when I’m upset.
[] I take anti-depressants.
[x] I’ve slept an entire day before.
[x] I’ve hurt myself on purpose before.
[] I am / have been addicted to self-harm.
[x] I’ve woken up crying.
[x] I’ve cried myself to sleep.
[x] I’ve plotted revenge.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Always MPH

Às vezes o mundo é um lugar grande e misterioso pra mim.
Leio notícias como essa e me surpreendo não com as conclusões dos cientistas, mas com o processo.
Como eles inventaram esses exames, em primeiro lugar? Por certo que para fazer tais exames eles acabam destruindo as amostras (ver Bones: The Grave Digger).
E a NASA tira fotos do sol, e coisas assim, e eu me pergunto: como? HOW?
Por vezes me sinto muito criança: tudo parece grande demais, inalcançável e incompreensível.
Minha melhor amiga do colégio está grávida e eu fico muito surpresa, porque pra mim ela ainda tem 15 anos.
Minha melhor amiga tem uma filha de 9 anos e muitas vezes eu, que acompanhei toda gravidez, que estou vendo a menina crescer (e como cresce!), simplesmente esqueço que ela tem uma filha, há NOVE ANOS.
Eu fico chocada quando penso que minha irmã mais nova, aquela pirralha, tem 31 anos já. Sequer percebo que eu já tenho 32.
Fico chocada quando vejo o quanto minha mãe envelheceu, porque sempre que penso nela, ela tem uns 40 e poucos anos.
Fico feliz, claro, quando as pessoas dizem que eu tenho 25 anos.
Mas a verdade é que eu meio que parei no tempo, lá pelos meus 22 anos. Total síndrome de Peter Pan.
Eu saí de casa cedo, com 20 anos. Eu casei cedo, com 26 anos, e separei cedo também. Num dia cabalístico, aliás: 8/8/8.
E me identifiquei total com Comer, Rezar, Amar, porque toda aquela coisa de estar casada me sufocava, me tirava a identidade.
Mas eu fui feliz
E foi difícil, foi muito, muito, muito difícil. Assim mesmo, triplamente difícil.
Esse post não é uma retrospectiva de 2010, porque 2010 não foi um ano. 2010 foi apenas parte de um ciclo que começou lá em 2008, e que eu espero esteja acabando de vez agora.
Em 2008 eu fui para Nova Iórque e tive um dos poucos dias felizes daquele ano. Acho que posso contar nos dedos os dias verdadeiramente felizes daquele ano.
Em 2009 eu fui para Buenos Aires, São Paulo e Paris e foi o pior ano da minha vida. Bateu 2002.
Mesmo tendo sido o ano em que conheci meu namorado.
Mesmo tendo sido o ano em que deixei outras coisas que me faziam mal para trás.
Porque a ruptura sempre é difícil, ainda que necessária.
Acho que ano passado eu não tive sequer um dia realmente feliz. Nem um único dia.
Foi um ano total das trevas, ainda que tenha, sim, vivido bons momentos, em especial na França e na ótima companhia da Ane.
Só quem estava lá, do meu lado, pode ter noção do que eu passei.
E mesmo com todas as quedas, os hematomas, os arranhões, e até uma cirurgia horrenda, eu ainda estou aqui.
Acreditando, ainda, que o amor existe, e é "natural, inexplicável e grandioso".
E 2010 só me deu algum sinal de que havia túnel, e luz ao final dele, quando reencontrei minha alma gêmea.
E quando recebi o cartão de natal mais lindo da vida, que não foi escrito, mas falado direto no meu ouvido.
E a minha meta para 2011 e pro resto da vida é amar. Mais e mais.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Milan Kundera gênio.




"...people don't respect the morning. An alarm clock violently wakes them up, shatters their sleep like the blow of an ax, and they immediately surrender themselves to deadly haste. Can you tell me what kind of day can follow a beginning of such violence? What happens to people whose alarm clock daily gives them a small electric shock? Each day they become more used to violence and less used to pleasure." 



"...as pessoas não respeitam as manhãs. Um alarme as acorda violentamente, corta seu sono ao meio como um machado, e elas imediatamente se rendem a essa pressa mortal. Tu podes me dizer que tipo de dia se segue a um começo de tal violência? O que acontece às pessoas cujos alarmes diariamente lhes causam um choque elétrico? A cada dia elas se tornam mais acostumadas à violência e menos acostumadas ao prazer". (em A Valsa do Adeus)

Ho ho ho!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Desafio Literário 2011

Eis que, no último dia para participar do desafio, eu resolvo encarar.
Foi difícil fazer essa lista. Tantas opções!
Segue:

Janeiro - Literatura Infanto-Juvenil
Tenho lá em casa: O Mágico de Oz, L. Frank Baum
Reserva: Contos inacabados, J. R. R. Tolkien

Fevereiro - Biografia e/ou Memórias
Aqui vou "reciclar": comecei a ler o livro Marina - A vida por uma causa, de Marília de Camargo César, que é a biografia da Marina da Silva e larguei. Então ele entra pro desafio e eu vou terminar de lê-lo.
Reserva: Fragments, Marilyn Monroe (preciso desse livro!)

Março - Obras Épicas
Vou ler um pequeno clássico: Beowulf.
Reserva: Paraíso Perdido, John Milton.

Abril - Ficção científica
Under the Dome - Stephen King (que me espera na minha pilha)
Reserva: Fahrenheit 451, Ray Bradbury

Maio - Livro-reportagem
101 dias em Bagdá - Åsne Seierstad
Reserva: The right stuff ou The Electric Kool-Aid Acid Test, ambos do Tom Wolfe (jornalista F.O.D.A. que eu tive o privilégio de ver ao vivo, numa palestra do Fronteiras do Pensamento).

Junho - Peças teatrais
Quando eu estava no 2o grau, eu adorava ler roteiros de peças teatrais. Li Sem Plumas, do Woody Allen; Não pensa muito que dói, de Júlio Conte; dentre outros.
Mas vou pegar um clássico: Shakespeare. Tenho um livro das obras completas, e vou ler uma delas. Menos Romeu e Julieta e Muito Barulho por Nada, porque essas eu já li. Pra reserva fica o mesmo, já que tem tudo.

Julho - Novos autores
Vou prestigiar uma amiga querida e ler Outras Mulheres.
Reserva: A sordidez das pequenas coisas, Alessandro Garcia.

Agosto - Clássico da literatura brasileira
Vou ler um que fiquei devendo nas leituras pro vestibular: Dom Casmurro, Machado de Assis
Reserva: O Triste Fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto

Setembro - Autores regionais
Não quero ler gaúchos. Então são dois do amazonense Milton Hatoum:
Relato de um certo oriente
Reserva: Dois irmãos

Outubro - Nobel de literatura
Disgrace - J. M. Coetzee (outro que eu comecei e larguei nas primeiras páginas) (ganhou em 2003)
Reserva: Ensaio sobre a cegueira, José Saramago (ganhou em 1998)

Novembro - Contos
Aqui vou reciclar também. Dois livros que comecei e não terminei:
Contos Completos, Virginia Woolf
Reserva: Histórias Fantásticas, Bioy Casares

Dezembro - Lançamentos do ano
A escolha dos livros para esse tema será feita ao longo de 2011. Por isso não há como incluí-los na lista. Sendo assim, os livros de dezembro de 2011 será surpresa para todos.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Leituras alheias IX

Anda difícil ler no ônibus, ultimamente. Sempre lotado.
Hoje vi uma heroína, lendo em pé! Equilibrando-se com dificuldade, ela lia Resgate da Alma, de Sandra Ingerman.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Leituras alheias VIII

Não tenho visto muita gente lendo no ônibus nestes últimos dias.
Ontem foi exceção, duas mulheres lendo, respectivamente:
Isabel Allende - A Ilha sob o Mar
Dean Koontz - O Guardião

Eu terminei o genial A Arte de Escrever, do Schopenhauer, e voltei pra On Beauty, da Zadie Smith. Confesso que On Beauty está sendo um tanto maçante, eu esperava sei lá o que desse livro, mas vamos adiante, né?
Essa aqui é minha meta de leitura para 2010: http://skoob.com.br/estante/livros/12/43537/page:1
Faltam 9 livros e tenho exatos 21 dias... será que consigo?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Leituras alheias VII

Não tenho visto muita gente lendo no ônibus nesses últimos dias.
Ontem tinha uma mulher lendo "Ninguém é de ninguém", de Zíbia Gasparetto. E hoje uma mulher lia "Inglês para viagens". 
Hoje eu estava lendo On Beauty, de Zadie Smith. Estou intercalando leituras, quase terminando o Schopenhauer.
Tenho que aproveitar para terminar esses livros, porque tenho que começar meu TCC da pós... e aí... só livros jurídicos.

I miss you.

I really do.
I can picture you in great detail: your wrinkles, your freckles, the dryness of your skin...
And I miss that.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Leituras alheias VI

Há dias não tenho visto ninguém lendo no transporte coletivo.
Ontem tinha uma mulher lendo (ou só olhando) a Revista Quem (Acontece).
Hoje é que tinha mais gente lendo: um homem lendo o Diário Gaúcho, outro lendo o Correio do Povo, e uma moça lendo um material de faculdade sobre segurança da informação.
Eu continuo na leitura de Schopenhauer. Esse, sim, um autor que merece ser lido.
Aqui tem 3 mini resenhas que fiz sobre outros livros.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sobre coisas...

Talvez os erros que a gente cometa não sejam erros, afinal. Talvez eles sejam necessários, lei do karma, coisa e tal...
Talvez tudo que nos aconteça e tudo o que fazemos acontecer seja necessário.
Ok. Não tudo. Mas quase tudo.
Tem várias coisas que são desnecessárias: grosseria, ódio, coitadismo, pessimismo...
Mas tem outras pelas quais a gente deve passar.
Tem erros que devemos cometer. Me refiro a erros que só nos dizem respeito. Que pessoas de fora não podem julgar de verdade. Tem outros erros que não devemos cometer. Como fazer mal intencionalmente, agir com raiva e sem pensar, magoar os outros por puro egoísmo.
Parece, talvez, que eu esteja me desdizendo.
Mas não estou. Afinal, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Ou não é?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Leituras alheias V

No ônibus:


Bula de Carbolitium (ler bula de remédio é a pior das leituras, na minha opinião)
Esmeralda - Zibia Gasparetto; Espírito Lucius
O Clube Mefisto - Tess Gerritsen

E você? O que anda lendo?

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Leituras alheias IV

A filosofia na época trágica dos gregos - Nietzche (clique no nome para ler o livro!)
Filho do Fogo - volume 1 - Daniel Mastral (clique no nome, também tem link pro livro)
Identidade e Trabalho - Isabel Bilhão

domingo, 14 de novembro de 2010

Leituras alheias III

Dia 12.11 - no trem:


O Vendedor de Sonhos - Augusto Cury
O Iluminado - Stephen King
Jornal de Santa Catarina
Jornal do Comércio
A Arte da Guerra - Sun Tzu
PHP e Ajax - Lee Babin

Dia 13.11 - no ônibus.

A era das revoluções -1789 - 1848 - Eric J. Hobsbawm

Dia 14.11 - no trem

Tinha uma mulher lendo Os arquétipos da Umbanda - Rubens Saraceni. Ao lado dela, um menino de uns 10 anos, que lia Truques de Mágica, um livro com capa preta que vinha com uma varinha mágica! Não consegui achar o tal livro na internet, ele tinha uma capa preta e truques de mágica escrito em branco, bem grande.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Leituras alheias II

Hoje, no ônibus, uma mulher estava lendo um livro de David Servan-Schreiber. Eu nunca tinha ouvido falar desse autor, que é médico e cientista francês.
Consegui ler "Curar" no alto da página e ter um vislumbre da capa do livro. 
Procurando na internet, achei esses dois possíveis candidatos a ser o livro que ela estava lendo:

e

Os dois parecem muito interessantes mesmo! 
Foi a única pessoa que eu vi lendo dentro do ônibus.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Leituras alheias


Aproveitando a Feira do Livro, que vai até dia 15/11, vou começar um projetinho que eu tô adiando há tempos. Nada demais, apenas queria compartilhar o que eu vejo as pessoas lendo no transporte coletivo.
Hoje, no trensurb, eu estava lendo A alienação fiduciária no financiamento imobiliário, de Valestan Milhomem da Costa, porque estou estudando pro meu trabalho de conclusão da pós-graduação. Ao meu lado tinha uma menina lendo Comprometida, da Elizabeth Gilbert. Ela encapou o livro com plástico! Fiquei pasma! Achava que ninguém mais tinha esse cuidado com seus livros. De parabéns a moça.
Tinha também um cara lendo Comprar ou Vender? Como Investir na Bolsa Utilizando Análise Gráfica, de Eduardo Matsura. E dois senhores lendo jornal, um o Jornal Zero Hora e outro o Jornal Diário Gaúcho.
A idéia é ir colocando por aqui o que eu vejo as pessoas lendo por aí. Quem sabe a gente não descobre uns livros interessantes com isso?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

To be continued...

Eu andava com um problema um tanto sério. 
Depois do almoço eu costumava tomar um cafezinho. Sentava na mesa do mesmo café, praticamente todos os dias. 
Ficava ali, bebericando o café, olhando o movimento. Apoiava o cotovelo na mesa, a cabeça na mão. 
E tudo acabava por me distrair tanto, que minha cabeça soltava do corpo e quando eu percebia, estava em cima da mesa ou, pior, já tinha rolado da mesa ao chão. 
Quando isso acontecia era muito embaraçoso. Um corpo sem cabeça não tem bem como saber para onde vai, e uma vez acabei por chutar minha própria cabeça, que bateu na vitrina de uma loja e voou, pousando com uma expressão muito séria, no colo de uma senhora, que deu um grito de horror e depois ficou paralisada, encarando-me estupefata. 
Como eu disse, era muito embaraçoso. 
Mas era algo que acontecia sem que eu percebesse. 
Eu andava muito distraída naquela época, e minha cabeça queria ir embora do meu corpo, eu acho. 
Fato é que se soltava e eu me via nessas situações terríveis de ter que andar sem cabeça por aí. 
Às vezes alguém fazia a gentileza de resgatar minha cabeça e colocá-la de volta no lugar. 
Mas, na maioria das vezes, as pessoas ficavam tão escandalizadas, que apenas me olhavam com reprovação, enquanto eu tentava localizar minha própria cabeça, andando feito barata tonta. 

(... continua ...)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Atualizando - desafio literário

Janeiro
(Um livro da Nova Cultural ou da Harlequin)

Escolhido: Ratos e Homens, de John Steinbeck, Nobel de Literatura de 1962, edição pocket by L&PM Editores. - LIDO


Fevereiro
(Um livro que nos remeta aos contos de fada)

Escolhido: Onde vivem os monstros, Maurice Sendak - LIDO
Na reserva: As Crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis


Março
(Um clássico da Literatura universal)

Escolhido: Alice in Wonderland, Lewis Carroll - LIDO
Na reserva: Crime e Castigo, Fiodor Dostoievski


Abril
(Um livro de escritor(a)Latino-Americano)

Escolhido: Histórias fantásticas, Adolfo Bioy Casares - NÃO TERMINEI.
Na reserva: Papeles inesperados, Julio Cortazar


Maio
(Para aliviar, vai aí um Chick-lit)

Escolhido: Confessions of a Shopaholic, Sophie Kinsella
Na reserva: Size 12 is not fat, Meg Cabot

Aqui foi um desastre, achei os dois livros péssimos e deixei os dois pela metade...


Junho
(Um livro de uma escritora brasileira)

Escolhido: Pó de Parede, Carol Bensimon (resolvi prestigiar uma gaúcha) - LIDO
Na reserva: Máquina de Pinball, Clarah Averbuck (idem)


Julho
(Um livro adaptado para o cinema)

Escolhido: About a boy, Nick Hornby - eu revi o filme, vale? ;)
Na reserva: O guia do mochileiro das galáxias, Douglas Adams - LIDO


Agosto
(Um romance policial)

Escolhido: Predador, Patricia Cornwell
Na reserva: Dexter, a mão esquerda de Deus, de Jeff Lindsay - Acabei lendo Dexter No Escuro, que eu achei uma porcaria.


Setembro
(Um romance histórico)

Escolhido: Papisa Joana, Donna Cross
Na reserva: As vinhas da Ira, John Steinbeck

Tô devendo, não li nenhum romance histórico ainda.


Outubro
(Um livro que contenha uma lição de vida)

Escolhido: Julie & Julia, Julie Powell - LIDO
Na reserva: O Maior Vendedor do Mundo, de Og Mandino


Novembro
(Um livro de escritor(a) de Portugal)

Escolhido: Caim, José Saramago
Na reserva: Cal, José Luís Peixoto - LIDO


Dezembro
(Um livro (ficção ou não ficção) que tenha a palavra “Coração” no título)

Escolhido: No coração das trevas, Joseph Conrad - LIDO
Na reserva: Coração de Tinta, de Cornelia Funke

De 12, eu li 9, acho que é um resultado bom, não? Fora os extras que já li. Aqui tem a minha meta de leitura pra 2010.

Dia 26 – Sua semana, em grande detalhe

Bah, a semana, lembrar dela... eu tenho andado doente há uns 15 dias já. Primeiro um gripão, depois laringite e uma semana sem voz, e agora, pra completar, distúrbios estomacais...
Meus dias, por isso, têm consistido em casa-trabalho-casa, basicamente.
(...)
Tentei e não consegui e lá se vão duas semanas. O que posso dizer sobre esses dias é que eu, thank God, melhorei das pestes que me abateram. Fiz mechas loiras no cabelo. Fui para Capão da Canoa mais de uma vez, a trabalho, sendo que sexta passada eu tive um dia horrível no litoral, um dia de cão, literalmente. Passei o dia #xingandomuitonotuiter
Fui ao teatro com o namors, duas vezes. A segunda peça era de um grupo uruguaio e ele não entendeu quase nada. Quero voltar a ler mitologia grega.
Comprei um livro de presente pro namorado, duas revistas americanas e o livro do Haruki Murakami  pra mim. Só li uma das revistas até agora. Terminei de ler O Coração das Trevas, que era o livro do mês de dezembro do desafio literário. Tô devendo resenhas, eu sei. O que posso dizer é que, apesar de realmente ser um grande livro, eu não gostei. Foi o mesmo com a peça O Grande Inquisidor, que assistimos na Casa de Cultura. O texto é espetacular, mas eu não curti a montagem, sei lá. 
Esse ano, segundo o Skoob, eu já li 13 livros. Comprei um calhamaço do Stephen King, o novo Under The Dome, espero conseguir lê-lo inteiro este ano.
Que mais sobre a última semana? Aniversário de duas amigas, eleições (votei tudo no 43), noite com Nelsinho Madureira e Adri B, que agora só bebe chá e suco de laranja. Quiz no Shamrock com Cris e Bia, tava muito divertido, no próximo a gente ganha.
Vi episódios do Bones, estou quase terminando a primeira temporada (já vi a 3a inteira, uns episódios da 4a, também) e vou começar a ver a 2a temporada assim que a NetMovies entregar meu DVD!!!!!!
Voltei ao House, estou acompanhando junto com os EUA e achando incrível. Mas ver o House me faz ficar sonhando com uma pessoa, já foram 3 sonhos, um mais incoerente que o outro.
Aliás, lembrei que preciso contar um sonho que eu tive essa semana que passou.
Eu estava no meu colégio do 1o grau, que tinha virado uma espécie de prédio residencial para padres e irmãos (o colégio é de irmãos Lasalistas). As salas de aula eram apartamentos. Os irmãos eram casados, tinham filhos. E os padres moravam sós.
Sei que algo sinistro estava acontecendo, uma mulher má vinha e levava os filhos dos irmãos embora, de alguma maneira supostamente legítima. Levava-os para um orfanato daqueles horríveis, onde as crianças viravam mulambentinhos subnutridos. Eu estava lá investigando, quando um padre gritou do apartamento do lado. No peito ele tinha uma lata, como aquelas de sardinha, um pouco maior. Dentro dela, ele guardava o coração, que tinha sido roubado enquanto ele dormia e por isso ele estava gritando. Ele estava tentando se matar bem quando eu entrei correndo, a tempo de impedi-lo. Ele disse que ia se matar porque não tinha como decidir sem coração, não saberia mais como bem decidir, sem coração. Eu disse que ele poderia, sim, decidir, como ele sempre decidira: usando a cabeça, sendo racional. Mas ele novamente tentava cortar a própria jugular com uma faca e dizia que sem coração ele não poderia seguir vivendo e eu o acalmava e dizia que iria encontrar o coração e restituí-lo.
Aí eu ia no tal orfanato com a mulher de um dos irmãos, tentar recuperar as crianças. Eu sei que já sonhei com esse orfanato antes. Era um lugar escuro e feio. Eu ficava com uma criança no colo, enquanto a mulher tentava achar os filhos. Era uma menina negra, vestida de roxo, parecia uma boneca, toda arrumadinha, de fitas no cabelo. Depois disso eu não lembro mais. Alguém interpreta?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dia 25 – O seu dia, em grande detalhe

Vai o dia de hoje, mesmo. Acordei com frio, Olívia amontoada em cima de mim, celular do namorado despertando (odeio), ele dormindo. Resolvi dormir mais um pouco mas os celulares ficavam despertando toda hora... aí levantei e corri pra tomar banho antes que alguma outra pessoa fosse (eu divido apartamento com amigas - e seus namorados, eventualmente). Banho tomado, fui me vestir e acordar o namorado. Abri a porta da sacada pra Olívia ir pegar um sol. Namorado ficou rateando, fui fazer café pra mim, porque ele toma café no trabalho. Mandei o namorado ir tomar banho. Terminei de me arrumar, terminei meu café, apressei o namorado, saímos. Reclamei pela milionésima vez do frio, nos despedimos, fui pegar o ônibus. 
O ônibus veio lotado, eu dei R$3,00 para a cobradora, ela me deu o troco, uma senhora reclamou quando eu passei, porque não havia espaço. Desci do ônibus no meu ponto, fiz a caminhada básica até o trabalho, cheguei um pouco atrasada.
Liguei o computador, peguei caneca pra tomar café e copo pra tomar água, sentei. Peguei a agenda de hoje e fui olhando e matando. Isso eu faço num programa de acompanhamento dos processos. Olha o andamento na internet, informa no sistema, lança alguma providência, NEXT.
Depois peguei os processos que tinha em cima da minha mesa e fui fazendo. Faltou água no trabalho e eu fiquei sem ir ao banheiro até a hora do almoço.
Saí para o almoço, fui no banheiro do shopping. Almocei sozinha, frango ao molho quatro queijos com arroz e batata frita. O garçom que me atendeu chamava-se Alex, ele usava um crachá e me disse o nome dele duas vezes. Fiquei lendo twits do celular e fiquei sabendo que minha irmã tinha ido na emergência com a minha mãe. Liguei pra minha irmã, ela não me atendeu. Fui tomar o café mais caro do mundo, na Kopenhagen. R$3,20 por um expresso. Mas vem com petit wafer, que é um wafer com bastante chocolate na ponta, delicioso, então compensa.
Fiquei analisando as pessoas que passavam e concluí que naquele shopping vão pessoas muito chiques e pessoas muito esquisitas e eu devo me encaixar mais no grupo dos esquisitos.
Minha irmã me ligou e disse que não tinha acontecido nada de grave com a minha mãe.
Paguei trocadinho e a moça do caixa me agradeceu muito.
Voltei para o trabalho e achei meio triste ver pessoas almoçando salgado de boteco na esquina.
Fiquei fazendo meu trabalho, fui esclarecer umas dúvidas com o chefe, conversei com a filha dele sobre uma apresentação que terei que fazer em dezembro e sobre umas providências a tomar em alguns processos. Pesquisei sobre execução fiscal do município. Encontrei umas jurisprudências interessantes do STJ.
Mandei mensagem no celular pra uma amiga. Mandei mensagem no celular pro namorado. Mandei e-mail pro namorado.
Li no Migalhas que a Suzanne Von Ritchthofen acusou um promotor de justiça de assédio sexual e ele foi suspenso por um mês, acho...
Fiquei pesquisando um celular novo pra comprar. Pensei em comprar uma coisa de presente pro namorado, mas quando tentei, o produto estava indisponível no site, GRRRRR!!!
Voltei caminhando pra casa, pensei em passar no supermercado mas não passei. Fiquei triste porque um vestido que estava namorando numa loja tinha sumido da vitrine.
Cheguei em casa, crente que ia comer meus morangos, que comprei na feira no sábado e descobri que aqui também não tinha água!
Namorado me ligou e disse que tinha chegado atrasado na aula e que o dia tinha sido difícil.
Recebi uma ligação da avó do meu ex, querendo saber como eu estava. Ela ofereceu a casa dela para que eu tomasse banho, mas por medo de dar de cara com o ex, polidamente recusei.
Comi um sanduíche de mortadela, queijo e alface mal lavada, com um copo de suco de pêssego.
Fiquei conversando no gtalk com a Dani e a Maitê. Escrevi e-mails, mandei currículos, respondi e-mails, joguei farmville, tuitei. Comi duas fatias de pão torrado com manteiga. Lavei 4 morangos em água mineral e comi.
E agora eu vou tomar banho de lencinho umedecido, botar o pijama, ler um pouquinho e ir dormir.


Dia 24 – Seu lugar preferido

Nossa, meu lugar preferido. Que difícil... eu adoro o cais do porto, aqui em Porto Alegre. E não tenho nenhuma foto lá...
Mas meu lugar preferido no mundo é Nova Iórque. Que eu volte pra lá muitas e muitas vezes!

domingo, 12 de setembro de 2010

Dia 23 – Um vídeo do YouTube

Eu AMO esse filminho. Tem o TJ Thyne, de Bones, e é lindo.
Assista!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

I think so.

sábado, 4 de setembro de 2010

Dia 22 – Um site

Que difícil escolher um único site! Mas acho que vou escolher o Orangotag, porque é bem útil pra quem assiste séries, pra conhecer novas, saber o que já assistiu, o que ainda tem que assistir...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dia 21 – Uma receita

Sopa de cebola! Meu prato pro inverno! É simplesmente deliciosa!

Conforme passei por e-mail pra @guadalupe que experimentou e adorou:

Ingredientes:

4 cebolas bem grandes (das amarelas)
4 cacetinhos
parmesão ralado
pimenta branca
alho
vinho branco
manteiga
tomilho (se for fresco, melhor, mas pode ser aquele seco)
sal
caldo de carne de tablete (2)
caldo de galinha de tablete (1) ou caldo de legumes

Como fazer:

Descascar as cebolas e cortar em pedaços grandes. Assar no forno, temperatura média, com a manteiga, dois cálices de vinho branco e um copinho d'água. Tem que assar até ficar meio torradinha a cebola. Mexer de vez em quando.
Fritar o alho em azeite de oliva ou manteiga, acrescentar a cebola tirada do forno, refogar um pouco, acrescentar o caldo da cebola que estava na fôrma, mais o caldo de carne e caldo de legumes/frango (mais ou menos um litro e meio que tu prepara em uma panela separada).
Acrescentar o tomilho, a pimenta e verificar o sal.
Os pães tu corta em fatias finas e refoga com azeite e parmesão pra comer com a sopa depois de pronta. Quando a sopa ferver, tu pode acrescentar creme de leite. Fica muito bom.

Dia 20 – Um hobby

Um hobby?? Ai...

hobby
(palavra inglesa)

s. m.
Passatempo favorito que serve de derivativo às ocupações habituais.


Nesse sentido, só pode ser a leitura.

Dia 19 – Um talento seu

A arte do disfarce.
Decifra-me...

Dia 18 – Um poema

Um trechinho de The Taming of The Shrew, de Shakespeare, que eu gosto muito:



For by this light, whereby I see thy beauty— 
Thy beauty that doth make me like thee well— 
Thou must be married to no man but me,
(...)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dia 17 – Uma obra de arte (pintura, desenho, escultura, etc)

Paris é uma obra de arte.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dia 16 – Uma musica que faz você chorar (ou quase)

Transatlanticism, do Death Cab for Cutie é uma música que me emociona muito.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Dia 15 - uma fotomontagem

Bah, eu sou péssima nisso! Mas achei um site e fiz o que deu.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Dia 14 - um livro não ficcional


Não costumo ler livros de não-ficção, mas acabei por ler Prozac Nation (emprestado pela Maitê), que é a história real de Elizabeth Wurtzel (essa moça da foto aí em cima) lidando com sua depressão crônica durante anos e anos. É bem pesado e muito verdadeiro. Eu ainda não consegui descobrir se há uma edição brasileira, mas existe um filme, de 2001, protagonizado pela Christina Ricci, para quem se interessar.
Ela começa narrando a infância e adolescência, quando a depressão começou a se manifestar. Depois, os anos em Harvard, quando ela abusou de sexo e drogas tentando lidar com aquela dor que não a abandonava, até chegar finalmente à sua internação em uma clínica psiquiátrica e o começo do tratamento com Prozac, na época, uma droga experimental. Ela narra em detalhes o sofrimento mental que uma pessoa em depressão é obrigada a confrontar todos os dias: a dor; a tristeza; a incapacidade de lidar com qualquer coisa da vida, por mais prosaica que ela seja; os períodos de produtividade intensa alternados com um estado de quase coma; os dias sem sair da cama, sem comer, sem dormir, ou dormindo o tempo inteiro. É crua a linguagem, é direta, e esse livro é leitura obrigatória para quem se diz enfrentando uma depressão.

domingo, 22 de agosto de 2010

Dia 13 - um livro de ficção

Vou falar de Juliet, Naked, do Nick Hornby. Acho que Hornby tornou-se, junto com Peixoto e Alain de Botton, dentre outros, um dos meus autores preferidos. Isso porque já li bastante coisa dele (How to Be Good, A Long Way Down, 31 Songs e Frenesi Polissilábico). Comecei a ler esse livro em 09 de agosto. Na primeira noite fui até a página 73, e isso foi o suficiente para eu sonhar que era a personagem feminina do livro. Coisa inédita, aliás, eu sonhar que sou personagem de livro. Mas é que eu me vi muito em algumas das indagações dela, e acho que essa identificação ajudou meu inconsciente a literalmente me colocar no lugar dela no sonho.
Acabei de ler este sábado, dia 14/08. Confesso que não gostei tanto quanto pensei que gostaria. Falar sobre o livro até é engraçado, mas lê-lo não foi. A história acabou me parecendo meio deprimente, ainda que bem verossímil. Talvez esse seja justamente o ponto: a verossimilhança é deprimente, porque ninguém quer desperdiçar 15 anos da vida (e, principalmente, da juventude), ao lado de alguém que sequer foi uma paixão adolescente. De qualquer forma, tem partes ótimas. Recomendo a leitura.

sábado, 21 de agosto de 2010

Dia 12 - um conto

Aqui vai um que eu escrevi, só clicar.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Dia 10 - uma foto minha há mais de 10 anos

Tem umas aqui pelo blog. Eu aos 4 anos, usei nesse post.
Tem essa aqui, eu aos 16. E aqui eu tinha uns 12 anos, acho.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Dia 09 - uma foto que eu tirei

Tem mais fotos que eu tirei aqui e aqui.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

domingo, 15 de agosto de 2010

Dia 06 - uma experiência inesquecível

Por mais bobo que possa parecer, não foi nada demais, digamos assim. Mas em 2008 eu fui para Nova York e visitei Coney Island, local onde está uma das montanhas-russas mais antigas dos EUA. Enfim, é um lugar histórico (e que aparece numa das cenas mais legas de Nova York: Eu te Amo). Eu queria muito conhecer aquele lugar e fui acompanhada de uma amiga muito querida. Foi o dia mais feliz do meu ano de 2008.

sábado, 14 de agosto de 2010

Dia 05 - uma citação

Eu amo Marilyn Monroe então, claro, a citação é dela:

"I'm selfish, impatient and a little insecure. I make mistakes, I am out of control and at times hard to handle. But if you can't handle me at my worst, then you sure as hell don't deserve me at my best."

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Dia 04 - livro favorito

Outra que é bem difícil, como escolher entre tantos bons que eu li? Um único favorito chega a ser injusto! Mas tá, vou escolher Nenhum Olhar, de José Luís Peixoto.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Dia 03 - Programa de televisão favorito

Difícil! Não assisto tv e faz muito tempo. Acho que programa não equivale a seriado, então eu escolho o programa do Jamie Oliver.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dia 02 - Filme preferido

Essa também é difícil, mas acho que dos últimos tempos é Na Natureza Selvagem. Trilha sonora perfeita, triste, tocante.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Um mês de meme

Total falta de assunto e aí eu vi essa história de um mês de meme aqui e resolvi copiar.
Hoje é o dia 1 - música favorita. Tão difícil, tenho várias favoritas, mas pra escolher uma hoje, escolho Dull Flame of Desire - Björk + Anthony. Linda de doer.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Leituras e mais leituras...

Se ninguém ajudá-la, ela vai acabar engrossando a lista das suicidas...

Finalmente terminei de ler Mulheres Que Correm Com Lobos. Um livro grosso, de mais de 500 páginas, e muito interessante. Confesso que no final ele me decepcionou um pouco. Me parece que ela alongou o livro mais do que o necessário e aí encheu lingüiça nas últimas páginas. De qualquer forma, vale a pena ler esse livro. E aos poucos, como eu fiz, porque é muita coisa para deglutir.
Li também A Redoma de Vidro, de Sylvia Plath. Um livro muito, muito deprimente, que é uma ficção autobiográfica, que narra o processo de "enlouquecimento" da autora através de um alter ego. Enquanto Prozac Nation, que também é um livro sobre depressão, era mais "educativo", na minha opinião, A Redoma é uma ficção angustiante. Sylvia era claramente depressiva e acabou se suicidando aos 30 anos. No livro, a personagem tenta o suicídio, acaba internada em vários hospitais psiquiátricos e depois sai, "curada".
Talvez se o livro de Clarissa Estés tivesse vindo antes, Sylvia tivesse tido uma luz. Não sei realmente se Mulheres Que Correm Com Lobos poderia impedir um suicídio, mas a verdade é que esclarece algumas coisas sobre a depressão feminina.
Para dar uma amenizada nessas leituras pesadas, eu parti para Peter Pan, o original de J. M. Barrie. Também estou lendo 5 Minds for The Future, de Howard Gardner, interessei-me depois que o vi palestrando no Fronteiras Brasken. O livro é muito bom e traz muita coisa atual sobre desenvolvimento humano para se pensar. Ainda tenho que terminar Alice Através do Espelho, se eu conseguir achar o livro (não sei onde soquei!). Tenho Juliet, Naked, do Nick Hornby, Fragile Things, do Neil Gaiman, Blonde, de Joyce Carol Oates (que eu ganhei da @enid_m), e David Copperfield, de Charles Dickens, me aguardando na minha pilha de leituras.
Quanto ao desafio literário, estou em dívida. Devo os livros de abril (comecei a ler o livro principal e o reserva, mas acabei largando), maio (comecei a ler os dois e acabei largando, muito chatos!), setembro (não tenho os livros, estou devendo) e dezembro (ainda tem tempo, tá na pilha). Os lidos são: Sobre Ratos e Homens, Onde vivem os monstros, Alice in Wonderland, Pó de Parede, O Guia do Mochileiro das Galáxias, Dexter,  Julie & Julia, e Cal.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Não é triste?

Quando as pessoas saem repetindo coisas sem saber de onde elas vieram?

"I'm selfish, impatient and a little insecure. I make mistakes, I am out of control and at times hard to handle. But if you can't handle me at my worst, then you sure as hell don't deserve me at my best." 
 Marilyn Monroe

terça-feira, 27 de julho de 2010

A garrafa azul

Dentro dela havia um líquido que ela me jurou que se eu bebesse, morreria e nasceria de novo, exatamente do jeito que eu sempre quis ser.
A ensanguentada andava largando pus em vez de leite pelo bico dos seios e eu não entendia porque ela simplesmente não amamentava o próprio filho. Disse a ela que ela também poderia beber da garrafa azul: ela não quis.
Fiquei ali contemplando o espetáculo de sangue e nojo, entre nauseada e espantada com a cena, com o egoísmo, com todo o ato. Era como teatro. Era um puro fingimento. A rainha das sem noção achava lindo e comentava que era mesmo hora de experimentar o mundo. Que mundo? Isso eu não sabia.
O que eu sabia é que poderia apenas morrer ao beber da garrafa azul e não tinha bem certeza se era isso mesmo que eu queria. O que eu queria, ali, naquele momento, era que alguém me salvasse. Me tirasse da cama, me botasse a correr e suar. Me fizesse parar de pensar e chorar.
Enquanto eu esperava, ficava ali, vendo aquela pessoa feita de sangue atuar. Encenar a vida perfeita, a humanidade perfeita cercada pelas paredes de açafrão de uma casa de mentira.
Eu não conseguia lembrar qual das pílulas era que a que me levaria de volta à Matrix: azul ou vermelha?
Tive medo do sangue, então fui embora. Que os outros continuem com seus atos, com seus sofrimentos guardados a sete chaves, e sua felicidade de plástico estampada no rosto.
Levei a garrafa comigo, posso precisar dela.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Oh, yes, she did it.

Achei um tumblr só com fotos da Marilyn Monroe. Eu amo Marilyn Monroe. Olhando aquele monte de fotos eu concluí que ela se matou mesmo. Por quê? Não sei, mas desconfio.
Young and Happy

Still young but just not happy anymore...

domingo, 11 de julho de 2010

Le Petit Nicolas

Ontem fomos assistir esse filme no Guion Center, ali no Nova Olaria, na Lima e Silva. É uma graça de filme! Divertido, leve, com criancinhas fofas que falam francês! O Pequeno Nicolau é uma história em quadrinhos muito popular na França (muito popular mesmo, é como a Mafalda na Argentina). O filme mostra algumas das aventuras da personagem e de seus amiguinhos. Mas todo elenco é ótimo, inclusive os adultos. Vale muito a pena assistir.

E pra quem gosta de cinema, ainda dá tempo de aproveitar o Fantaspoa 2010. A seleção tá bem eclética, até comédia romântica tem. Tem uns filmes violentos demais, na minha opinião, mas tem outros que parecem muito bons. Vai até dia 18/07, próximo domingo, com sessões no Santander, no CineBancários e na Sala PF Gastal (Gasômetro).

Finalmente terminei de ler Frenêsi Polissilábico, do Nick Hornby. Foi uma leitura prazerosa, um livro sobre livros, bem interessante. Mais parece que ele está conversando com o leitor, tem bons momentos de crítica literária, e outros de besteirol total. Mas eu já tinha muitos e muitos livros na minha lista de leitura mental, e agora tenho outros tantos mais, graças ao Hornby. Espero que Borges esteja certo, e depois que eu morrer, meu paraíso, ou mesmo meu limbo, seja uma biblioteca. Claro, há dias em que a gente prefere fazer outras coisas a ler. É preciso viver, não é mesmo? Mas a leitura é algo essencial para mim, não sei viver sem.
Agora tenho que terminar o Prozac Nation, e já deixei No Coração das Trevas na espera, que esse livro é do desafio literário. Ando meio relapsa com o desafio, eu sei, mas já li bastante dos títulos da minha lista.
Em julho, eu deveria ler um livro que foi adaptado para o cinema. Escolhi About a Boy e deixei O Guia do Mochileiro das Galáxias como reserva. Bom, eu não li About a Boy, apesar de ter o livro, e só vi o filme. Mas li O Guia do Mochileiro das Galáxias há meses já, e ainda não vi o filme. Depois vou resenhar o Guia, que é um livro bem legal.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O apanhador no campo de centeio

Resolvi ler esse livro de tanto que se fala sobre ele e, mais ainda, sobre seu autor, especialmente porque ele faleceu no início deste ano. Confesso que não é nada do que eu esperava embora seja difícil definir o que eu esperava. Mas o título é confuso para mim. Já cheguei na parte em que ele menciona de onde saiu esse título, mas fico achando que foi mal traduzido mesmo que eu ainda não tenha conseguido pensar num termo melhor. De qualquer maneira, agora, já é tarde para querer mudar o título de um livro clássico. Ainda não cheguei ao final, mas ele é realmente intrigante. A personagem central é muito atípica, eu diria.
Um adolescente muito Peter Pan, Holden Caulfield tem 17 anos e acredita que o mundo é feito de cínicos. Todos são falsos e hipócritas e ele é superior a praticamente todas as pessoas que conhece. Existem várias análises a respeito dessa personagem e da história (uma muito boa em inglês aqui e outra em português aqui), mas me parece que ele era, acima de tudo, um deprimido por ter perdido o irmão mais jovem, que em sua concepção era a criança inocente e a melhor pessoa de sua família. Li uns comentários no Skoob de umas pessoas que não gostaram do livro justamente por esse lado depressivo da personagem, para ele tudo era ruim e horrível.
No entanto, eu consigo compreendê-lo muito bem. Acho que toda pessoa que já sofreu de depressão consegue compreender o sofrimento alheio que não tem motivo físico.
Uma das inovações do livro foi a linguagem utilizada, já que ele é narrado em primeira pessoa e utiliza um vocabulário e maneirismos próprios de adolescentes (do adolescente norte-americano da época). É um tanto cansativo, às vezes, por causa da repetição. Se alguém fosse fazer uma adaptação desse livro para o jeito como os adolescentes brasileiros falam hoje, ia ter um "tá ligado?" no final de cada parágrafo. Chato, né?
Acho que o que mais marcou a respeito do livro foi o fato de seu autor ter virado recluso e publicado muito pouco depois do sucesso que essa obra fez. Teve uma vida bem longa, J.D. Salinger (morreu aos 91 anos), mas escreveu poucos livros e parou de publicar em 1965.
Vale a leitura pelo aspecto cultural da coisa.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

É importante.

É claro, é claro que é. Mas importância é uma questão puramente pessoal. Claro, claro que é. Mas eu continuo achando que é o MÍNIMO. O mínimo. E você deveria estar preocupado com o MÁXIMO.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Antropológico


Sim, que os seres humanos são mesmo ridículos isso eu já sei. Mas tem coisas que chegam a extremos. Claro que, analisando friamente, pode-se entender perfeitamente porque religiões (todas elas) são atrativas. E algumas em especial, para alguns em especial.
Hoje fui num centro de umbanda. Vou provavelmente ofender algum praticamente mas... por favor! Veja, não estou defendendo nenhuma outra religião. Pelo contrário. Para mim, toda religião é sinônimo de ignorância e escravidão. E Deus não tem nada que ver com isso, que fique bem claro. Mas todo aquele lance de incorporar e ficar fumando sem parar?? Carece? Acho que não. Por outro lado, foi muito bom, porque depois que tu te liberta desses misticismos, tu vês como os "truques" são sempre os mesmos, independentemente da religião do pregador. Depois, é um barato uma religião onde tu pode cantar, dançar, fumar e beber, não é mesmo? Tomei um "passe" e fugi correndo.
Sinceramente, tem gente que tem anos de estudo e mesmo assim é ignorante e eu fico pasma. Assim como fiquei pasma porque saí na hora do jogo do Brasil-sil-sil e estava tudo fechado! Assim a economia prospera, né? Assim o país vai pra frente! (pra frente Brasil!!!!) E para aqueles que dizem que quem está descontente deve ir embora, eu digo que ainda não fui porque ainda não deu. Mas assim que possível, irei com muito prazer.
Hasta la vista, Baby!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Where he slowly let me drown

Eu era um coração pesado de se carregar. Meu amado estava sobrecarregado. Eu tinha meus braços em volta do pescoço dele, e era muito, muito pesada. Era como se ele tivesse pés de chumbo, dava passos de concreto, mas me levava. Havia um assassino na multidão, ele se arrastava pelos corredores, não fazia nenhum barulho. Eu sabia que ele estava lá. Eu estava em volta dos seus tornozelos, tal qual cimento. Deixei com que tu afundasses lentamente. Mas meu amado nunca me abandonou. 
Se o amor passado não foi uma benção, esse amado que me carrega é um presente. Ainda que muitas vezes meu coração seja tão pesado que ele mal possa carregar, meus pés nunca tocam o chão.
Passamos pelos lugares escuros que havia no caminho, ele não me deixou ter medo. Havia uma cachoeira, a água fria caiu sobre nós, atravessamos. Meus pés nunca tocam o chão. Ele me leva. E não me deixa ter medo, nunca me deixou na mão.
A floresta me dava calafrios, ele me disse para não olhar. Ele enfrentou tudo que havia e eu apenas coloquei meu rosto contra o seu corpo, eu não olhei, eu não quis ver, apenas ouvi e era assustador. Mas passamos, passamos pela floresta, continuamos no caminho, eu não sei onde ele me leva, mas deixo-o me levar.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

No mistery left

É como uma dessas músicas que tu escutas e te dá vontade de sair correndo. Já te aconteceu isso? Dá uma vontade enorme de sair correndo, de viver, de fazer qualquer coisa que não se sabe bem o que é. Apenas correr, sentir o vento no rosto, suar, sentir o coração batendo rápido, sentir dor na barriga de não conseguir respirar direito. Correr e correr, sem saber direito para onde.
Um dia a gente acorda querendo abraçar o mundo e não sabe por onde começar. E é bem isso mesmo, enquanto uns estavam se preparando para a glória, eu tava dando banda com meus amigos, e daí? São escolhas. Eu tava em Nova York indo para Conney Island passar um dos dias mais felizes da minha vida. E tu estavas aonde? 
Talvez eu seja uma má influência. Talvez muita gente me deteste. E quem se importa? Os que me amam são as pessoas mais legais do mundo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Summer 78


1978, o ano em que eu nasci. Sei pouco sobre ele. Sei que a Argentina ganhou a copa. E só. Aí descobri essa música linda, e me deu vontade de chorar ao escutá-la pela primeira vez. Ela me lembra aqueles filmes de guerra, naquelas cenas que antecedem o horror! O horror! Aquelas nas quais as personagens se apaixonam e andam de bicicleta em campos floridos, num lindo dia de sol. Naquela parte do little did they know do que vinha pela frente. E o que vinha pela frente eram bombas, tiros, sangue, dor e morte.
Fico acompanhando os dramas comezinhos de pequeninos burgueses como eu. Talvez o grande mal desse mundo hoje em dia, o que causa tanta depressão e #mimimi generalizado, seja a falta de grandes dramas. Se a gente tivesse que enfrentar guerras, fome, abandono, tenho certeza de que reclamaríamos menos da vida. Posso estar exagerando, não desejo a guerra nem coisas horríveis pra ninguém, mas o #mimimi cansa demais.
O lance é que enquanto estamos vendo a vida passar e reclamando sem fazer nada, tem gente por aí fazendo coisas lindas e sensacionais.

Think Simple Now - A Arte da Felicidade

O Think Simple Now é um blog motivacional, muito legal, que achei na internet faz um tempinho já. Desde então, eu acompanho os posts, sempre cheios de ótimos insights para melhorar a vidinha da gente. Resolvi compartilhar os posts da Tina com quem não fala inglês. Então vou começar a traduzi-los aqui. O de hoje é de 22 de junho.


Um dos maiores desafios de ser uma recém-mãe é perceber o pouquíssimo tempo livre que a gente realmente passa a ter.

Durante as primeiras semanas da chegada de Ryan em casa, meu dia consistia em troca de fraldas, alimentar, fazer arrotar, tirar leite dos seios, aconchegar, embalar, cantar baixinho - e o ciclo se repetia até meu marido chegar. Em muitos dias, encontrar um tempinho para tomar banho torna-se um desafio em si mesmo.

Se eu tenho sorte, enquanto Ryan cochila, eu arrumo uma ou duas horas para correr pro banheiro, lavar o que der, e conseguir comer alguma coisa. Nos dias em que eu posso fazer mais, consigo lavar a louça e ir ao mercado.

Esta tem sido a minha vida pelos últimos seis meses. E o que descrevi acima consiste apenas  parte dos desafios que temos que encarar. Outros são privação de sono, manter o relacionamento romântico, e cólicas (3 ou mais horas de choro incessante, todas as noites, por várias semanas).

O que me fez concluir que nós, enquanto sociedade, realmente não damos crédito suficiente aos pais e mães em tempo integral do mundo. É mesmo uma das coisas mais difíceis que alguém pode experimentar mas, ainda, é uma dessas coisas que não se pode antecipar ou entender de verdade antes de se passar por isso.

Porque minhas mãos estão sempre ocupadas (literalmente), estou sempre para trás em todo o resto, como limpar a casa, lavar a roupa, responder e-mails e mais uma lista de coisas que parece infindável.

Agora que o Ryan está maiorzinho, quando ele não estava comendo ou dormindo, eu me pegava colocando-o para brincar em cima do tapete, ou numa cadeirinha, quase que habitualmente, para que eu pudesse tirar o atraso e fazer mais coisas da minha lista. Mas assim agindo, eu não estava realmente participando do desenvolvimento dele enquanto acordado.

Minha mente estava barulhenta, lotada de pensamentos e confusa. Eu sentia que estava me afogando num mar de tudo... aahhhhh!!!!

Um dia, há algumas semanas atrás, enquanto eu corria para tentar fazer meu trabalho no computador, eu ouvi Ryan fazendo aqueles barulhinhos de bebê adoráveis com a boca, enquanto ele estava deitadinho ao lado da minha mesa em cima de uma coberta.

Tentei ignorá-lo, para terminar o que havia começado mas, naquele momento, percebi que estava perdendo de estar com meu bebê, presenciando todos seus momentos de desenvolvimento. Desliguei o computador e comecei a brincar com Ryan, dando-lhe toda a minha atenção.

Dei-me conta de que tinha deixado uma lista de tarefas ditar as regras da minha vida. Porque eu estava tão focada em fazer as coisas, deixei de lado o meu filho, mesmo que ele estivesse ali fisicamente.

Concluí que o trabalho vai estar sempre ali, e não terá fim, se você assim permitir. Percebi que minha própria felicidade e estar com a minha família são as minhas prioridades mais importantes. E agora, escolho estar com meu filho, para dar-lhe minha total atenção, e testemunhar com profunda alegria que os bebês são radiantes. Todo o resto pode esperar.

Quando estamos ocupados estando ocupados, perdemos os detalhes bonitos de nossas vidas, e damos pouca importância a coisas que realmente significam muito para nós.

Se hoje fosse o último dia de sua vida, você estaria fazendo que tem perdido tanto tempo tentando fazer? Ou você estaria aproveitando momentos de deliciosa intimidade com aqueles que você ama? Ou fazendo algo que satisfizesse sua alma, que faz você saber, de dentro do seu coração, que a vida foi feita para ser alegre.

Rota direta para a felicidade

É fácil cair na armadilha das intermináveis listas de coisas a fazer, ou das exigências de outras pessoas que querem seu tempo,  ou ainda da culpa de ter que fazer as coisas que você "deveria" estar fazendo.

Mas se tirarmos um momento para diminuir o ritmo, refletir, limpar nossas mentes, perceberemos que muitas das atividades que temos, e muitas das coisas que nos deixam estressados, não acrescentam nada ao nosso bem-estar.

Ao final de um dia, pergunte-se: O que eu quero? E a resposta será, quase sempre, um derivativo de Eu quero ser feliz.

Então, em vez de estar ocupado, em vez de fazer, de correr para tentar chegar a algum lugar, apenas decida ser feliz, AGORA!

Faça com que alegria e felicidade sejam os sentimentos que permeiam o seu dia, independentemente do que você está fazendo.

Foque-se nas coisas que fazem com que você se sinta bem. Foque-se nas bençãos e coisas boas que acontecem na sua vida. Observe as coisas pelas quais você pode agradecer, e mentalmente as especifique durante o dia. 

Se você se pegar estressado ou atropelado pelas tarefas, pare tudo o que estiver fazendo e (opcionalmente) feche os olhos. Respire profundamente - inale todo o ar que puder e exale devagar - e pergunte-se: Quero sentir-me bem. O que posso fazer para me sentir bem? E foque-se nisso, siga sua intuição.

Outro dia, senti-me distraída e sob pressão, então perguntei a mim mesma o que eu queria fazer naquele momento, e minha voz interior pediu que eu tocasse a música Sweet Lullaby, do Deep Forest. Para mim, essa música representa esperança, inspiração e aventura. 

(Parênteses meus: cara!!!! Nunca mais tinha ouvido essa música!!!)

Imediatamente senti-me tomada pela música e comecei a dançar ao seu ritmo pelo meu escritório. Uma sensação de alívio apoderou-se de mim e acalmou meu espírito. Senti-me pronta para encarar tudo de novo. Naquele momento, tive esse pensamento:

Pare de fazer aquilo que você pensa que deve fazer. Faça o que você quer fazer, o que faz com que você se sinta bem, faça aquilo que a sua inspiração manda fazer. Lembre-se que em nosso mundo, você faz as regras. O estresse é opcional.