Sábado, 4 de Julho de 2009

Resumo da ópera


Entre parênteses: concurso de nail art no Tie Dye Poa, vá !

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Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Minha querida amiga

Hoje pensei em ti, numa de nossas tardes, depois do almoço, no colégio. Era inverno, estávamos sentadas naquela mesa que ficava perto do prédio da Arquitetura, lembra? Havia sol. Fumávamos. Lembro que falávamos bobagens e escrevíamos bobagens na minha agenda. Lembra daquela agenda do colégio que ganhamos no primeiro ano?
Fiquei pensando no que diriam aquelas meninas que éramos sobre o futuro. O que será que pensávamos sobre o futuro? Poderíamos imaginar toda a dor do mundo acontecendo no futuro? Provavelmente não. O futuro, para nós, com toda certeza, era brilhante. Era cheio de coisas boas.
Não que não tenhamos tido coisas boas. Não que não tenhamos tido momentos brilhantes. Sei que tivemos. Lembra que tivemos, por favor.
No entanto, nem aquela que era eu, nem aquela que era tu, poderia imaginar algo como o dia de hoje e, também no entanto, o dia de hoje aconteceu.
Porque ele aconteceu? Não sei. Gostaria de pensar que há um motivo e sei que gostarias de pensar que há um motivo. Podemos achar todas as explicações racionais e científicas para o que aconteceu. Não faz diferença nenhuma.
Eu sei que agora o teu futuro, que é teu presente, deve parecer um buraco negro, e que tu afunda, afunda, afunda e não pára mais de afundar, sem poder ver nada. Isso passa. Tu sabes que passa embora a dor que sentes deva ser inimaginável e insuportável. Mas eu sei que podes suportá-la. Pode parecer que não há um motivo para suportá-la, mas há, amiga, creia, há. Eu acredito nisso. Eu quero te ver bem. Não vai ficar tudo bem, mas sei que pode ficar bem e sei que vai ficar bem.
Agora, tu tens todo o direito de querer nunca mais levantar da cama. De chorar até os olhos sairem pra fora. Não que isso melhore o que houve, mas talvez torne menos pior. Eu queria poder tirar a dor que tu sentes aí de dentro com as mãos. Eu queria poder voltar no tempo, eu queria ter poderes mágicos e reverter o dia de hoje, mas eu não posso. E tu não podes e sei que isso te destrói por dentro, mas pensa que há um motivo, tem que haver um motivo, ainda que não possamos entender.
Eu te amo, amiga, eu sei o quanto a vida consegue ser difícil pra ti muitas vezes, mas sei que tu és forte, és uma pessoa muito especial, tens amigos que te amam muito, um marido que te ama muito, uma família que te ama muito, estás cercada de amor. Pensa nesse amor. Pensa no amor que sentes pelo teu filho e lembra que ele sempre vai estar contigo. Não da maneira como todos queríamos, mas vai estar sempre contigo. Pensa que ele é um anjo e que agora está em paz, feliz, sem qualquer sofrimento.
Vai doer, vai doer por muito tempo, mas uma hora tu vais ver que vais lembrar dele só com amor, sem a dor. Só amor, amiga. E ele te rodeia agora, e vai te rodear sempre, porque as pessoas que te amam, vão te amar pra sempre, pra sempre. E não te culpa por nada, porque as coisas simplesmente acontecem, e não foi culpa tua, nem de ninguém. Conta comigo, sempre vou estar contigo, quando precisares, e também quando não precisares. Te amo muito. Cuida de ti agora, cuida muito, todos te queremos por aqui, por muito tempo.
Te amo.

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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Sutilmente


Ouvi ontem na rádio e gostei muito. Há muito tempo eu não gostava de nenhuma música brasileira. Eu detesto Nando Reis, mas ele é um bom letrista.

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

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Domingo, 21 de Junho de 2009

Carta a Daniel 5


Querido Daniel,
eu percebi. Ao menos acho que percebi. Não digas nada, tudo bem. Eu quis te ligar, eu quis te mandar um e-mail, eu quis te perguntar. Não fiz nada disso. Mandei uma mensagem no teu celular, e acho que ela voltou. Ou sequer chegou. Não obtive resposta e não quero admitir que talvez isso seja a resposta.
Deixei uns 5 recados no voice mail de um celular da Inglaterra. Nem sei se o número estava certo, mas eu tive que pedir: please, please, contact me, I wanna talk to you. Fiquei de tentar de novo. It's a mobile, right? Então eu nem preciso mais me preocupar com o horário.
Depois tocou Shania Twain e eu pensei que era um sinal. Eu e essa história ridícula de sinais. Não houve nada aí, tu sabes. Nada, a não ser o vento de mudança. Eu acredito no vento de mudança, tu deves me achar completamente doida.
Acho que tiraste lágrimas de dor de dentro das tuas veias. Havia sangue no meu sonho. Não era o teu sangue no meu sonho, mas eu senti como se fosse a dor de dentro do teu sangue naquelas tuas frases que lembravam de quando eras alegre. Depois morremos e não sei bem o que restou. Agora eu consigo sorrir. Precisava de colo e de que tu dormisses comigo. Acho que não vens agora, mas me agarro à uma esperança quase infantil (ou apenas tola), de que tu vens, tu realmente vens, e eu só tenho que te esperar.
Mas me disseram que querer isso não é infantil, então eu quero. Fico esperando os tais sinais, fico esperando o vento vir soprar idéias no meu ouvido. Fico esperando que o vento me traga notícias tuas, me traga um beijo teu no meu rosto.
Algo que acalente. Algo que me encha de esperança. Essa idiota que recusa-se a morrer.
Porque assim o verão chega mais rápido e com ele o sol. E dias de luz, que precisamos os dois. Pés na areia da praia, não me custa nada sonhar, então eu sonho.
Quando voltares dessa escuridão interna onde eu penso que estás agora, mande-me notícias.
Muito amor,
C.

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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

How I love thee


Tem gente que acha que não gosto da minha cidade porque falo em ir embora daqui. Mas eu amo Porto Alegre. Foto by Ravel, um dos meus lugares preferidos.

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Domingo, 14 de Junho de 2009

I need a miracle

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Sábado, 13 de Junho de 2009

Cevas & Blogs





A sequência de fotos mostra o trágico momento em que Fanny Weber transforma-se em zumbi e tenta devorar o cérebro de Luci Cobalchini, que luta desesperadamente para sair viva do ataque.


Ontem teve mais um Cevas & Blogs e me desculpem por não saber em que edição está. Foi meu primeiro e eu adorei! Tava muito divertido, conheci pessoalmente mais algumas arrobinhas, dei muitas risadas!
Segue a lista de presenças:
Eu - @tiedyepoa / @vicabuzz
Taci
Thiago - @thiagoeh
Fanny Weber
Karla Nazareth
Thais Coimbra - @thaiscoimbra
Thiago Ferronatto - @tferronatto
Luci Cobalchini - @ace_of_hearts
Edgar Demutti - @edgarpinky
Alana Pereira - @bamp
Rafaela Cosma - @rafaelacosma
@rodrigo_dias
@deaballe
@xavier_picard
@pierobarcellos
@nathaliagrun
e o Matias, que chegou depois e eu não sei quem é!! (Ok, descobri, ele é @flatlining)
Vou colocar as outras fotinhos no flickr, ok?

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