segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Cousas...


Graças à Joelma, que escreve a ótima Revista Coza, descobri esse site, que tem esse ótimo negocinho chamado Brechó do Livro, para as pessoas trocarem, venderem ou comprarem livros usados. Sei que aqui em Porto Alegre temos a Traça e o Beco dos Livros, mas achei legal isso de você entrar em contato direto com o dono do livro, acho uma coisa mais produtiva, conhecer pessoas e até trocar impressões sobre o livro que você quer.

Mudei , e mudei aqui. Acho que ficou legal.

Graças a uma matéria da Cláudia sobre cartomancia resolvi catar meu baralho cigano e tirar as cartas de novo. Pra mim. O resultado foi bem positivo. Mas ainda não consegui conectar direito minhas ateninhas... tudo isso por ter me decepcionado com alguém. Quando eu comecei a fazer terapia, em 2004, eu acho, eu resolvi fazer porque queria me reconectar com meu lado espiritual, com meus "super poderes". Na época eu estava passando por um turbilhão de coisas ruins, e estava mal, mesmo. A terapia me ajudou até um ponto, mas de repente eu resolvi largar (típico impulso de geminiano, nunca acabar nada do que começa). Mas agora tem me dado vontade de voltar. Acho que terapia é uma das melhores coisas já inventadas pela humanidade, e ela funciona dentro de um preceito básico: para obter o sucesso, você precisa trabalhar e insistir. Eu sou quase totalmente contra remédios. Bolas. Antidepressivos, ansiolíticos e o kraio a 4. Eu vejo as pessoas usarem, vejo os estados de felicidade artificial em que vivem por um período e depois elas estão piores do que antes. Em poucos casos a pessoa melhora mesmo e sai andando com suas próprias perninhas quando larga a muleta. A terapia não, a terapia te serve como um enfrentamento, você contra você mesmo. Um abrir os olhos, um novo olhar sobre as mesmas coisas. Por mim, todo mundo que pode, deveria fazer terapia. Eu era muito chucra e metida a auto-suficiente, achava que todos os MEUS problemas eu poderia resolver SOZINHA. Mas a gente não pode, e não resolve, não TODOS os problemas. Os amigos ajudam, mas a tendência é que, muitas vezes, não demos ouvidos a eles ou até fiquemos ofendidos com certos comentários, porque isso é o mais comum em relacionamentos afetivos. Já com o terapeuta não. Com o terapeuta, você pode dizer as coisas que quer na cara dele, e ele pode te dizer o que entende necessário e o que quer na tua cara. A verdade é que pra receber conselho bom, tem que pagar mesmo. E a minha psiquiatra era maravilhosa, não trabalhava com remédios, apesar de poder receitar, porque a filosofia dela é como a minha: remédio só em último caso e só pra quem realmente precisa. E ela me ajudava a interpretar meus sonhos malucos!!
Acho que vou voltar, se eu conseguir localizar a minha psiqui...
Mas às vezes, tudo que a gente precisa é de um pouco de sabedoria oriental: "Se o teu problema tem solução, porque te preocupas? Se o teu problema não tem solução, porque te preocupas?" - Confúcio.

10 comentários:

Carol disse...

Tb sinto falta da minha terapia e concordo plenamente com o a sabedoria oriental. Aliás, acho muito interessante a maneira como os orientais enfrentam a vida. A única coisa que faço, por enquanto, é yoga e acupuntura. Acho bárbaro!
beijocas.

Dani disse...

Eu tenho uma relação de amor e ódio com a minha terapeuta. Às vezes, odeio ela por ser tão cruel. E, às vezes, eu a amo por me abrir os olhos (ainda que à força).
Mas concordo contigo. Terapia é mto produtiva, embora nem sempre seja bom. hehehe
Beijos

Dani disse...

E tira as cartas pra mim??? Por favor... tu sempre acerta.
Beijos

madureira disse...

um brinde, um salve, três urras pra todas as terapeutas do universo.

Joaquim Amândio Santos disse...

Confúcio será sempre a minha referência!

Vica disse...

A verdade é cruel quando não queremos aceitá-la, sabe? Hoje eu tô revoltada com a "bundice" das pessoas no geral.

Ni - Ana Eliza disse...

meu avô sempre fala essa frase do Confúcio quando parece que o mundo vai cair na minha cabeça...
beijinhos, flor!

Daniela! disse...

Adorei o lay novo, ficou ótimo!

Vica disse...

A sabedoria popular tem um ditado semelhante: "o que não tem remédio, remediado está".

Mônica disse...

volta sim. eu faço há seis anos. pago uma fortuna, mas não largo.