domingo, 24 de agosto de 2008

Tonight...


We shouldn't fight.

Mas não adianta, quando um quer, dois brigam sim.
Fome, dor, cansaço. Em pleno domingo.
A dor já de uns 4 dias, no mínimo. Cadeira torta, muito trabalho e sei lá mais o quê.
E olha, eu tenho nojo de gente invejosa. É o que mais tem. Mas nada de bad juju, mediocridade pura. Quem quer, faz. É o que eu sempre digo. Quer? Faça! Me deixe em paz.
Uma das coisas do meu TAC, que eu decidi ontem, é que vou me afastar mesmo de pessoas que me fazem mal. Outra é que vou retomar amizades.
Andei pensando que eu sou bem radical, mesmo. Eu entro na vida das pessoas chutando as portas como eu já disse, e quando eu acho que não está dando certo, eu corto mesmo. Tiro a pessoa da minha vida, sem dó, nem piedade. E eu sei que eu disse pra um cara aí que eu não deixava de amar ninguém. E até é verdade isso. Muitas vezes o sentimento permanece, doendo, mas eu me afasto mesmo, eu faço de conta que a pessoa não existe, mesmo que a dor continue doendo e certas mágoas continuem me magoando durante muito, muito tempo.
E enquanto escrevo essas linhas e penso no passado, do qual sou vítima, como diz um amigo querido, toca essa música na minha rádio, que tem tudo a ver com o que tenho pensado. E eu não me escondo mais. Não me escondo mais.
Essa mulher tem uma puta voz, foi uma das melhores descobertas deste ano, graças ao Last.Fm.
Eu continuo querendo ser eu. Às vezes penso em viver em outra pele, mas gosto tanto da minha. Apesar da grana que tenho gastado, a terapia tem sido boa e vai ficar melhor, porque eu resolvi fazer psicanálise mesmo. Chega de falar em passado, em pessoas outras, agora só quero falar de mim, porque eu quero ser eu mesma, só que diferente.




Something always brings me back to you.
It never takes too long.
No matter what I say or do I'll still feel you here 'til the moment I'm gone.

You hold me without touch.
You keep me without chains.
I never wanted anything so much than to drown in your love and not feel your reign.

[CHORUS:]
Set me free, leave me be. I don't want to fall another moment into your gravity.
Here I am and I stand so tall, just the way I'm supposed to be.
But you're on to me and all over me.

You loved me 'cause I'm fragile.
When I thought that I was strong.
But you touch me for a little while and all my fragile strength is gone.

[CHORUS]

I live here on my knees as I try to make you see that you're everything I think I need here on
The ground.
But you're neither friend nor foe though I can't seem to let you go.
The one thing that I still know is that you're keeping me down

7 comentários:

Talula disse...

Ô, Virginia, psicanálise salva. É um dos melhores investimentos e se conhecer, por mais doloroso que seja, é um baita ato de coragem!
Sorte!
:)

Ni disse...

Eu tb costumo cortar pessoas da minha vida, mas nunca pensei se isso é radical...agora pensei...
beijocas e boa semana flor!

crissimon disse...

Que linda essa música, Vica. Acho que tu já tinha falado dessa cantora por aqui, ou eu tou confundindo com alguma outra, mas achei tão suave a voz dela, gostosa de ouvir :)

"Tiro a pessoa da minha vida, sem dó, nem piedade" --> isso sempre me doeu.

Vica disse...

Já falei dela aqui, sim, Cris. Adoro, voz ótima de ouvir.

Fernanda disse...

Se te faz mal, corte pela raiz.
Decisão sensata!

http://feijaoesonho.blogspot.com

G.D. disse...

Certa vez eu queria viver "a day in the life of someone else" porque cheguei a conclusao de que era a "hazard to myself".

Posteriormente conclui que eu precisava, sim BEBER CHIMARRAO em OUTRO LUGAR que nao em frente a Tv na hora do Top 20 Brasil da MTV quando chegava do trabalho.

:)

Vica disse...

É, G.D., um dia na vida de outrem seria bom, mas talvez seja exatamente o caso de ir tomar chimarrão em outro lugar.