quarta-feira, 2 de abril de 2008

I see you, you don't see me


Você percebe que, se o Mac Donald realmente vendesse hamburgueres de carne de minhoca, com reza a lenda urbana, os sanduíches deles seriam bem mais saudáveis.
No entanto, você é o que você come. Mas como lembrar disso quando aquela comida é tão gostosa? Eu achava que gordos não comiam no Mac Donald's, mas ultimamente tenho visto pessoas gordas por lá.
Isso deve ser algum mau presságio, claro.
Levar as mãos ao rosto quando estamos com vergonha é um gesto universal, somos todos avestruzes.
O sintoma mais claro do excesso de susbtâncias tóxicas no organismo das pessoas que consomem adoçantes é a loucura generalizada que toma conta do mundo. As pessoas cada vez mais fora da casa, sem perspectivas nenhumas de um dia retornarem.
Como eu disse a uma amiga: chega de gente louca e feia no mundo, por favor!
Mas isso não depende de mim, obviamente, que não sou feia e sou apenas um pouquinho louca. Já estou fazendo a minha parte: comendo cenouras cruas, largando o adoçante, o café, o leite e mais tudo o que meu organismo rejeita visando um futuro melhor para mim mesma.
O egoísmo exacerbado faz parte do que os hippies deixaram de herança (ou seja: nada! Bando de gente suja), eu queria que alguém me dissesse (e provasse) que algum desses "hippongas" morreu pela causa (ah, me conte: qual era mesmo a causa?).
No meio tempo, agora tem um cara que toca guitarra (ou seria baixo? Não contei as cordas) na praça, faz umas versões instrumentais de umas músicas ótimas como November Rain (haverá no mundo alguma garota que não ame essa música, o clipe dessa música e o Axl Rose?), algumas de Led, The Police, etc... junta uma galera para ouvir, e ele me parece um pianista cego (não me pergunte).
Mas o som é ótimo e dá pra ouvir lá do escritório, e eu sempre penso que meus dias são bons quando ouço música ao longe. Meus dias são bons e a felicidade é um quebra-cabeças de momentos coloridos. Eu fujo da problematização e da vitimização como o diabo supostamente foge da cruz. Ou sou só eu que conheço e vejo umas "vítimas da sociedade" por aí?
Há muito, muito tempo, escolhi não ser vítima e digo que é ótimo. A vida fica bem mais leve depois que você assume a responsabilidade. Se você se vitimiza, tem mais é que se ... com o perdão da má palavra.
Me dizem que sou otimista, e sou mesmo. No fim, as coisas sempre se resolvem e se você AGE em prol de si mesmo, as coisas costumam se resolver de maneira favorável. Negativismo é perda de tempo.

Mas claro: essa sou eu. Você... bom, eu já disse.

14 comentários:

Dani disse...

Amiga, te puxou nesse texto. Há tempos eu tenho aquele post engavetado sobre pessoas loucas, falsas e etc. Será mesmo culpa do adoçante?

Gabriel disse...

quanto ao "macdonaldes" ainda bem que sou vegetariano...mas realmente já convivi uns tempos com uns hippies...lá no começo da década de 90..em São Tomé das Letras MG, e desde esse tempo tenho sérias dúvidas quanto a qualquer causa...o fato é que o que impera mesmo é a liberdade...não tem muito de causa não apenas o que aprendi com eles...foi que a liberdade é a única das suas causas...não tranque a porta da casa em que tiver mais do que dois hippiesjuntos e com chá de cogumelo na cabeça, pois eles vão ficar muito...mas muito..mas muito bravos mesmo...muito bravos mesmo...eu que o diga..
saudações sinceras pra ti..

Virgínia disse...

Dani, não sei se a culpa é toda do adoçante, mas tu começa a ler certas coisas sobre alimentação e te apavora!
Gabriel, eu tô tentando virar vegetariana (de novo! Já passei 6 meses sem comer carne, foi tudo que eu consegui). Acho que as causas morreram todas...

fernandasouza disse...

Muito legal esse post!

natalia. disse...

A minha sorte é não usar adoçante, mas como muitas outras porcarias e acho muito difícil me livrar delas.

Gostei muito do texto :)
Os dias com música sempre são melhores, e também com céu azul, ventinho frio e chimarrão de manhã. Não há como eu não ficar feliz em dias assim.

E escolher não ser vítima realmente muda muito a vida, embora aconteçam recaídas e auto-sabotagens. Mas nada que não se possa passar por cima e continuar.

(sempre gosto de ler as coisas do teu blog)

Virgínia disse...

Chimarraão de manhã é o ouro, mas morro de preguiça! Mas toda sexta-feira, porque tem reunião, meu colega faz, daí eu aproveito.

Daniela! disse...

Estou contigo e não abro no que diz respeito às ripongagens... E parece que estão caindo aos cachos pelas ruas de Porto Alegre, aqui na frente do museu tens uns cinco que vem todos os dias vender seus artesanatos (capitalismo selvagem!). Buenas, a causa era a do nadismo, não faça nada, inércia total frente aos problemas do mundo, da sociedade, de seus próprios problemas.

Indignada...

Virgínia disse...

Pior é que nem foi por causa dos que ficam aqui na volta do escritório, que estão sempre tentando vender coisinhas... foi no geral, sabe??

Mel disse...

adorei aqui também!

kiss.

pablodelarocha disse...

não esqueço duma imagem da minha infância, em miami eu dentro de um macdonalds e olhando ao meu redor, só enxergava pessoas gordas... não gordinhas... gordas mesmo.

Lembro de pensar que os americanos eram bem mais gordos de uma forma geral do que os que a gente via nos filmes.

e agora é só olhar as estatísticas aqui no brasil pra constatar que a globalização engorda sim - e olha que eu não sou nenhum hippie pra dizer isso...

Virgínia disse...

Ah, no Mac nos EUA, realmente, tu só vê gente obesa. Mas aqui, o Mac é caro, então antes eu não via gente muito gorda por lá...

Dani disse...

Finalmente, depois de um longo tempo, tô ouvindo teu last fm no blog.

Virgínia disse...

Eu não sei qual o problema, já troquei os códigos... tava funcionando, agora acho que não tá mais... que saco...

Comentarista Abalizado disse...

"O egoísmo exacerbado faz parte do que os hippies deixaram de herança (ou seja: nada! Bando de gente suja), eu queria que alguém me dissesse (e provasse) que algum desses "hippongas" morreu pela causa (ah, me conte: qual era mesmo a causa?)."

Você foi genial! Malditos hippies inúteis e imundos que nunca contribuiram com nada que prestasse neste mundo... e ainda tem coragem de colocar o dedo na cara dos que fizeram alguma coisa.

Eles que cortem os cabelos, façam a barba e arrumem um emprego, ao invés de usarem aqueles trapos que chamam de roupas. Aí, quero ver sorrirem, quando receberem um punhado de contas impagáveis e tiverem um chefe que lhes arranca o couro.

Vivem no mundo da fantasia e são sustentados por pais abastados... assim, até eu sonharia com paz e amor, já teria todo o resto mesmo!