terça-feira, 16 de maio de 2006

Vica goes to the hairdresser...


ou "O Pobre cachorro cego".

Então a criatura vai pro cabelereiro, sem ir ao banheiro, sem tomar um copo d'água desde às 3 da tarde, sem comer desde a hora do almoço, depois de ter zanzado a tarde toda com um carrinho cheio de processos pelas justiças da vida...
Vai mudar a cor do cabelo, depois de já ter mudado há, o quê? Uma semana? Porque achou que a cor não tinha ficado boa, porque, porque... ir ao cabelereiro é uma das poucas coisas que melhoram quase que instantaneamente o humor de uma mulher!
Espera o cabeleireiro ("Virginia, gata! Não acredito! Que bom te ver!" - cínico? falso? Não, esse é querido mesmo, eu garanto) terminar uma escova, escolhe a tinta, passa tinta, espera a tinta fazer efeito, olha quase todas as revistas do salão, lava o cabelo para tirar a tinta, passa produto de hidratação, espera o produto fazer efeito, espera o cabelereiro terminar um corte masculino, faz escova e... tcharã! Já tá passando a novela e eu saí quase igual à Madonna na capa do último CD! (Me achando, total!) O cabelo tá igual, só falta a fortuna e o corpitcho!
E, enquanto tudo isso se passava, eu pensava em como estavam vermelhos meus cabelos quando eu voltei de Londres, porque eu resolvi entrar no clima da cidade e fui pra Camdem Town: I want it really red! E lá se foram 60 libras, que, OUCH, eram e continuam sendo, AWHOLOTTAMONEY!!!! (Eu tinha que postar uma foto dos meus cabelos back then aqui).
E como em breve, lá se terão ido 10 anos daquele verão (deles), em que eu conheci Londres e os britânicos que, definitivamente, não pensam da mesma maneira que nós, não raciocinam da mesma maneira que nós, não vivem da mesma maneira que nós, são, simplesmente, diferentes, simplesmente britânicos! And I get them! Sim, 10 anos que eu fui pr'aquela cidade.
E vendo a foto do pobre cachorro cego de kilt, nas páginas da Vogue Brasil, onde eu li que London (de novo) é o hype da moda no mundo, é quem dita as regras do fashion, eu penso no que há assim de tão especial sobre Londres e simplesmente não sei dizer.
Na minha mudança (a mais recente e provavelmente não a última - pessoa aqui se mudou só 6 vezes nos últimos 5 anos) eu achei um relato meu para mim mesma, onde eu só reclamava de Londres e dizia que não via a hora de voltar.
E, no entanto, lá se vão 10 anos que eu passei querendo voltar pra lá, porque Londres é Londres, e só quem esteve lá pode entender o que é.
Enquanto estou aqui, eu vou achando que as propagandas da Nike são as melhores, que eu não vou deixar de usar L'Oreal porque eles testam em animais, apesar de ser totalmente contra isso, pensando que, se eu fosse somar tudo o que já gastei na minha vida em cabelereiro, tintas e produtos para cabelos quem sabe eu, provavelmente, já não teria ido pelo menos umas 3 vezes para Londres??
Mas ah... como eu disse... é uma das poucas coisas capazes de melhorar quase que instantaneamente o humor de uma mulher. E, além disso, infelizmente eu não sei ser dessas pessoas com objetivos financeiros bem traçados... quem sabe, um dia.
Por enquanto, eu fico só pensando em Londres, mas em breve, em breve, quiçá!

5 comentários:

Bill disse...

Ola... que relato =]

Sempre penso em Londres, me vem a cabeça épocas antigas muito boas, literatura para ser mais claro, creio ser um lugar mágico, mais para cada ocasião.
Um dia hei de ir =]

Lindo dia

:**

Luci disse...

De Londres eu não entendo nada, mas de cabelo... Ah, e como!!

Experiência de quem já foi morena, ruiva, com luzes, com mechas, loira.. Oh meu Deus, eu sou um camaleão!!

Mas agora resolvi inventar um meio termo: nem tão loira, nem tão morena, mas com data marcada mensalmente no cabelereiro!

Beijocas

Mi disse...

Que legal!!
Que me dera ter conhecido Londres.

Quem sabe um dia eu consigo guardar uma grana pra viajar para fora =)
Fantastico.

=*

Moni disse...

Londres...
Nunca fui, mas tenho boas e más lembranças d lá.
E tu mudou de novo o teu cabelo???
Meu deus!!!

Bjs

Marcelino, Pane i Vino disse...

Gostei dessa tua egotrip!!!! Pior que eu sou do tempo de que guri tinha q cortar o cabelo em barbeiros. Daqueles que te xingavam se tu te mexias. Mas, hoje, eu prefiro que uma mulher corte os meu pellos. Sempre tem um toque mais delicado!!
Beijos.