quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Once


Just once, just once.
Once upon a time.
Então ele me disse pra ler o diálogo de Alice com o gato (Cheshire cat), que vai me fazer entender, entender. Comprei a obra completa de Lewis Carrol, no original, com ilustrações e sequer olhei pro livro. Ao menos terminei o Borges. Li duas páginas de Disgrace. Aguardo ansiosa meus livrinhos da Cosac Naify chegarem. Minha Elle de outubro que não veio.
Finalmente sonhei com ele. Um sonho de briga, claro. Discussão, desentendimento. Finalmente sonhei com ele depois de meses.
Precisava de algo pra me alegrar nessa manhã cinza e descobri The Aquabats e seu ska cômico. Pensei em algo que devia fazer hoje e realmente fiz. Nada demais, apenas mandar um e-mail. Uma coisa de cada vez, não? Um dia de cada vez, um passo de cada vez.
Como ele disse: não faria diferença. Não faria, não fez, não fará.
Azeda e cortante eu ando, como uma bala azedinha. Saudades de cinema e balas. Saudades de cinema, balas e risadas. Eu só queria ser adulta e ser adulta é esse lixo todo. E depois me convenci de que, realmente, certas coisas nunca mais serão as mesmas. A isso as pessoas chamam fases.
Saudades de Curtindo a vida adoidado, eu precisava de um dia de Ferris. Save Ferris, save Ferris! Ou de férias. De novo.
Gente, há eras que eu não vou ao cinema. Não vi Ensaio sobre a Cegueira, não vi nada. Acho que hoje eu vou tirar o Once pra ver em casa. Ontem perdi um tempão configurando o anti vírus do note e recuperando minha senha do hotmail, que alguém conseguiu trocar. Ódio.
Meu colega disse que não gosta de pessoas que odeiam. Eu odeio, odeio, odeioooooo... mas adoro ele, meu maninho, o Júnior... hahahaha total "no sense" como disse a radialista ontem... e comprei o batom vermelho. Espero que seja vermelho do tom que eu penso que é.
Desisti de ir no show do REM. Até que meus prazos estão em dia, então aproveitarei para resgatar o tanto que ainda está para trás.
O que a gente deveria esperar de um relacionamento? O que a gente deveria esperar de todos os relacionamentos?
Eu sei que o que mais move é o interlocutor oculto. Dá prazer pensar em alguém que te assiste à distância. Pensar que alguém te observa. Mórbido? Fetichista? Pode ser. Quem entende mesmo o que agrada às pessoas? Fato é: agrada. Fato é: mobiliza. Como mudar isso? Descubra.

2 comentários:

Isabel Alix disse...

Não quero ninguém me olhando. Interloucutor oculto, só se for cego.

Dani disse...

Amiga, amei!!!
Esse post mereceria outro post ou um email daqueles secretíssimos em resposta.
Acho que ser adulto não é lixo. Ao menos depois que a gente descobre o nosso caminho.
Ah, o Ferris... Saudades dos meus bons tempos tb... Mas acho que o importante é a gente não perder a vontade e a esperança de ter momentos como esses. Eu gosto de ser adolescente aos trinta, de vez em quando. Sem isso, a vida fica mto sem graça mesmo.
Eu tb ODEIO interlocutores ocultos tb. Tu sabe pq, né, amiga?
Beijos