quarta-feira, 14 de maio de 2008

Talvez as paredes te entendam...


Roubei essa frase do msn de uma amiga. Achei apropriada.
Antigamente eu me inflamaria. Sabem? Tipo combustão (quase) espontânea. Discutiria, argumentaria, insistiria. Eu sou insistente. Eu queimei as pernas fritando ovo. Eu gosto de chiclé japonês com gosto de sabão. Eu detesto futebol e homens assistindo futebol, porque tudo é motivo para gritos e palavrões.
Eu não acredito que uma pessoa não se conheça. Que faça merdas sem perceber. Tá, tudo bem, às vezes a gente não percebe, vai de sangue doce. Mas na maioria das vezes, tu sabe que tu tá fazendo merda e, geralmente, por motivos sórdidos, tu não consegue evitar. Como disse a Sarah Connor (grande Sarah Connor!): conhece a ti mesmo porque não há mais nada a conhecer.
Portanto, não me diga que fez sem querer. Não me diga que não sabia o que estava fazendo. Eu mesma, eu mesma, volta e meia repito os mesmos erros. Não estou querendo julgar ninguém. Meus erros repetidos me irritam e, no entanto, lá vou eu e... sblosh! Enfio o pé na lama. Tudo bem, ando mais contida e só sujo as beiradas da sola do sapato. Eu podia me poupar de certas coisas. Tu podias te poupar de certas coisas.
(Em off: mas porque raios alguém assiste futebol pra sofrer?????)
Realmente, tu podias te poupar de certas coisas. Dos mesmos erros. De pensar sempre as mesmas coisas, de agir sempre da mesma maneira. Eu nem mascava mais chiclé, mas não resisti às embalagens. Eu parei de tomar leite, eu já disse, e me sinto muito melhor. Eu gostava do bejeweled, mas agora eu prefiro o chuzzle, outro joguinho retardado. Eu gosto de pessoas que pensam parecido comigo, tu não gostas? Vou ter que cuspir esse chiclé e pegar outro, já perdeu o gosto. O outro tem um gostinho mais especial: sabão em pó. Talvez eu pudesse fazer bolas, já que a coisa que eu mais gosto sobre chiclés é isso: bolas. Mesmo que estourem na minha cara e grudem nos meus cabelos.

9 comentários:

Ni disse...

Vica,
Eu tb não acredito que uma pessoa não se conheça e que sempre faças as coisas "sem querer"....Bah, esse teu post ta me inspirando...
Beijocas, queri!

Virgínia disse...

Pois é, Ni, é no geral, sabe? A pessoa repete os mesmos erros, reclama da vida, e fica fingindo que não sabe a razão de certas coisas ou atitudes...

Dani disse...

Dr. Nilton disse uma vez: "A pessoa olha pra frente, vê a casca de banana no chão e pensa 'Lá vou eu escorregar na casca de banana de novo', sem desviar."
Desviar, com certeza, é bem mais díficil do que sentar no chão, depois de escorregar, e ficar chorando as pitangas, sentindo pena de si mesmo.
Mas tem que aprender a levantar e seguir em frente, né? Desistir é mto covarde.

Carol disse...

Sblosh???

Julis disse...

Poxa eu acho que esse "sem querer" das pessoas já foi há mto tempo. Cada um sabe dos seus defeitos, gostos e afins pq se a gente não se conhecer não é o proximo que ira.

Virgínia disse...

Sblosh é uma onomatopéia.

pablodelarocha disse...

graaande sarah connor
repetir os erros não é o problema... repetir as desculpas, sim!

Virgínia disse...

Pablo, tu é bem cara dura, hein??? Repetir as desculpas é que é o problema?? Hahahahaha!

pablodelarocha disse...

"foi sem querer" pra mim é a desculpa mais repetida de todas, mesmo que seja sempre pelo mesmo erro...

melhor dizendo... "foi sem querer" pra mim não é desculpa

só divagando

:D