sexta-feira, 4 de julho de 2008

Uma casa na escuridão, p. 25

José Luís Peixoto é o cara! Procurem...
Vai outro trecho, de outro escritor phoda, Eça de Queirós:
"Disse que o amor era um sentimento contra a natureza, que condenava dois desconhecidos a uma dependência mesquinha e malsã, tanto mais efêmera quanto mais intensa".

Para se pensar. O trecho do Peixoto, por outro lado, é pura poesia. Tenho quase certeza que postei no outro blog...

2 comentários:

Virgínia disse...

Para quem tiver preguiça, lá vai:
"O amor é o sangue do sol dentro do sol. A inocência repetida mil vezes na vontade sincera de desejar que o céu compreenda. Levantam-se tempestades frágeis e delicadas na respiração vegetal do amor. Como uma planta a crescer da terra. O amor é a luz do sol a beber a voz doce dessa planta. Algo dentro de qualquer coisa profunda. O amor é o sentido de todas as palavras impossíveis. Atravessar o interior de uma montanha. Correr pelas horas originais do mundo. O amor é a paz fresca e a combustão de um incêndio dentro, dentro, dentro, dentro, dentro dos dias. Em cada instante de manhã, o céu a deslizar como um rio. À tarde, o sol como uma certeza. O amor é feito de claridade e da seiva das rochas. O amor é feito de mar, de ondas na distância do oceano e de areia eterna. O amor é feito de tantas coisas opostas e verdadeiras. Nascem lugares para o amor e, nesses jardins etéreos, a salvação é uma brisa que cai sobre o rosto suavemente".

A Autora disse...

Não é preguiça que eu não tenho, é acesso.

Obrigada por copiar aqui.

Bj