terça-feira, 6 de março de 2007

Contatos imediatos de 1o. grau


Olívia acordou estranha. Passou o dia todo no canto do sofá da sala, olhando pra cima. Depois cansou, deitou no sofá, mas não saiu dali. Fui trabalhar. Ao meio-dia, ela continuava lá. Olhei, olhei, não vi nada de estranho. À noite, chego em casa, ela continua lá. Ainda não vejo nada. Pobrezinha... gatos dormem durante o dia, mas ela passou o dia de tocaia e não dormiu. São 7 da noite e ela pisca os olhos cansados. Nenhum barulho estranho, nada.

Vou fazer janta. Meu amado chega e me comenta que tinha escutado uns barulhos estranhos vindos da sala durante a tarde, mas não tinha visto nada.

Jantamos, vimos tv. Olívia não saiu de seu posto. Uma hora perguntei a ela qual o problema e ela me respondeu num miado miauauuuumimimiaauuu que parecia dizer: tira esse bicho daí, manhê!! Só que eu não vi bicho nenhum!!

Mas eis que logo antes de dormir, meu amado vai buscar um copo d'água e se depara com aquele ser estranho e negro: um morcego! Bem grudado na cortina da janela da sala!! Ai, que medo! O que fazer??

- Matá-lo?

- Não, pobre do bichinho! Eu tenho medo, mas não quero que tu mate.

- Vou abrir a janela, então.

- Mas e se ele não sair?

- Vou espantá-lo com a vassoura.

- AAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!!!!!!

Morcego voando pela sala rapidamente vem na minha direção!! Pego a gata e me fecho no quarto, o amado que se vire com aquela "fera"! Depois de muito "qui" "qui", ele grita: ele já foi, amor!

Eu abro a porta do quarto desconfiada: já foi mesmo? Posso sair?

- Pode.

Então saímos as duas, mãe e filha gata, para a sala. Olívia, incrédula, procura pelo "amiguinho". Mas nem sinal, graças a Deus!

Só que depois dessa aventura toda acabei indo dormir super tarde e estava podre hoje de manhã... justo hoje quando todos os loucos clientes do escritório resolveram aparecer... (mas isso já é assunto pra outro post).

Sei que cheguei em casa e abri a porta toda medrosa, achando que podia saltar um morcego em mim, mas parece que o morceguinho se foi embora, mesmo. UFA!

(Post escrito sob encomenda, para o Dr. Madureira. Ai dele que não me deixe um comentário aqui!!)

8 comentários:

madureira disse...

aaaaaaaaaaaaaaaahahaha, lógico que comento.
ri muito pelo msn, rio de novo agora.
tem uma rádio em sp com uma promoção, vc vai a um show se inventar uma mentira pro chefe, pra esposa etc. fiquei imaginando vc pro teu chefe. Não, hoje não dá, passei a noite brigando com o morcego.
*
beijones.

~*Vica*~ disse...

Pior é que me deu vontade de ficar em casa dormindo mesmo, e inventar qualquer desculpa! E o morcego era uma coisa plausível, verossímil... hehehehe

Dani F. disse...

hahahaha
Que horror!
Já passei por isso com mporcego e com rato.Pode?
Eu e meu poodle abraçados loucos
de medo do rato que eu peguei e larguei longe..como?
Sim..fui pegar ração e metí amão lá dentro o que veio junto?
Um super mega rato..ai que nojo!
E daí saí correndo e chamei o marido, que pelado, saiu do banho e matou o rato com uma colher de pau.
Hahahaha
Hilário é pouco né?
Beijos Vicaaaaa

~*Vica*~ disse...

Bah, Dani, te puxou!! Que horror!! Minha história não teve mortos nem feridos, ainda bem!

Joaquim Amândio Santos disse...

um texto carregado de deliciosa capcidade.

bem Vica, muito bem!!!

Dani disse...

Morcegos são um problema pra quem mora no nosso bairro.
No Café Concerto Mário Quintana me disseram que eles já viraram uma praga e que, às vezes, chegam a atrapalhar os eventos.
O jeito é se acostumar com eles. hahahaha
Mas a história do rato... Tirar um deles de dentro do saco de ração... Que susto!!!

Dani F. disse...

OI GURIA..
TUDO BEM?
DESCULPA MAS NÃO DEU PRÁ VIR TE DEIXAR BEIJOS PELO DIA DA MULHER ONTEM..
DEIXO ATRASADO OK?
O QUE VALE É A INTENÇÃO...
BEIJOS VICAAAA
* TÁ CONVOCADA PARA SER ENTREVISTADA MINHA..VOU ESCREVER SOBRE BLOGUEIROS E VOU PRECISAR DE GENTE PRÁ FALAR..TE AVISO QUANDO OK?
DAÍ VIRA HAPPY HOUR...

Allan Robert P. J. disse...

Morávamos em Lauro de Freitas, colado em Salvador (o aeroporto fica em Lauro de Freitas). No banheiro morava uma perereca, que chamávamos Rui. Tinham os cachorros, micos e um Bem-te-vi que morava na goiabeira. Certa noite entrou um morcego e se escondeu entre o armário e a parede, numa fresta que formava uma pequena caverna e onde havíamos colocado veneno para formigas. Saiu de lá dois dias depois, completamente embriagado. Eu ria tanto que não conseguia caçar o bicho que apavorava minha mulher. Passamos a dormir de janela fechada.