quarta-feira, 23 de junho de 2010

Think Simple Now - A Arte da Felicidade

O Think Simple Now é um blog motivacional, muito legal, que achei na internet faz um tempinho já. Desde então, eu acompanho os posts, sempre cheios de ótimos insights para melhorar a vidinha da gente. Resolvi compartilhar os posts da Tina com quem não fala inglês. Então vou começar a traduzi-los aqui. O de hoje é de 22 de junho.


Um dos maiores desafios de ser uma recém-mãe é perceber o pouquíssimo tempo livre que a gente realmente passa a ter.

Durante as primeiras semanas da chegada de Ryan em casa, meu dia consistia em troca de fraldas, alimentar, fazer arrotar, tirar leite dos seios, aconchegar, embalar, cantar baixinho - e o ciclo se repetia até meu marido chegar. Em muitos dias, encontrar um tempinho para tomar banho torna-se um desafio em si mesmo.

Se eu tenho sorte, enquanto Ryan cochila, eu arrumo uma ou duas horas para correr pro banheiro, lavar o que der, e conseguir comer alguma coisa. Nos dias em que eu posso fazer mais, consigo lavar a louça e ir ao mercado.

Esta tem sido a minha vida pelos últimos seis meses. E o que descrevi acima consiste apenas  parte dos desafios que temos que encarar. Outros são privação de sono, manter o relacionamento romântico, e cólicas (3 ou mais horas de choro incessante, todas as noites, por várias semanas).

O que me fez concluir que nós, enquanto sociedade, realmente não damos crédito suficiente aos pais e mães em tempo integral do mundo. É mesmo uma das coisas mais difíceis que alguém pode experimentar mas, ainda, é uma dessas coisas que não se pode antecipar ou entender de verdade antes de se passar por isso.

Porque minhas mãos estão sempre ocupadas (literalmente), estou sempre para trás em todo o resto, como limpar a casa, lavar a roupa, responder e-mails e mais uma lista de coisas que parece infindável.

Agora que o Ryan está maiorzinho, quando ele não estava comendo ou dormindo, eu me pegava colocando-o para brincar em cima do tapete, ou numa cadeirinha, quase que habitualmente, para que eu pudesse tirar o atraso e fazer mais coisas da minha lista. Mas assim agindo, eu não estava realmente participando do desenvolvimento dele enquanto acordado.

Minha mente estava barulhenta, lotada de pensamentos e confusa. Eu sentia que estava me afogando num mar de tudo... aahhhhh!!!!

Um dia, há algumas semanas atrás, enquanto eu corria para tentar fazer meu trabalho no computador, eu ouvi Ryan fazendo aqueles barulhinhos de bebê adoráveis com a boca, enquanto ele estava deitadinho ao lado da minha mesa em cima de uma coberta.

Tentei ignorá-lo, para terminar o que havia começado mas, naquele momento, percebi que estava perdendo de estar com meu bebê, presenciando todos seus momentos de desenvolvimento. Desliguei o computador e comecei a brincar com Ryan, dando-lhe toda a minha atenção.

Dei-me conta de que tinha deixado uma lista de tarefas ditar as regras da minha vida. Porque eu estava tão focada em fazer as coisas, deixei de lado o meu filho, mesmo que ele estivesse ali fisicamente.

Concluí que o trabalho vai estar sempre ali, e não terá fim, se você assim permitir. Percebi que minha própria felicidade e estar com a minha família são as minhas prioridades mais importantes. E agora, escolho estar com meu filho, para dar-lhe minha total atenção, e testemunhar com profunda alegria que os bebês são radiantes. Todo o resto pode esperar.

Quando estamos ocupados estando ocupados, perdemos os detalhes bonitos de nossas vidas, e damos pouca importância a coisas que realmente significam muito para nós.

Se hoje fosse o último dia de sua vida, você estaria fazendo que tem perdido tanto tempo tentando fazer? Ou você estaria aproveitando momentos de deliciosa intimidade com aqueles que você ama? Ou fazendo algo que satisfizesse sua alma, que faz você saber, de dentro do seu coração, que a vida foi feita para ser alegre.

Rota direta para a felicidade

É fácil cair na armadilha das intermináveis listas de coisas a fazer, ou das exigências de outras pessoas que querem seu tempo,  ou ainda da culpa de ter que fazer as coisas que você "deveria" estar fazendo.

Mas se tirarmos um momento para diminuir o ritmo, refletir, limpar nossas mentes, perceberemos que muitas das atividades que temos, e muitas das coisas que nos deixam estressados, não acrescentam nada ao nosso bem-estar.

Ao final de um dia, pergunte-se: O que eu quero? E a resposta será, quase sempre, um derivativo de Eu quero ser feliz.

Então, em vez de estar ocupado, em vez de fazer, de correr para tentar chegar a algum lugar, apenas decida ser feliz, AGORA!

Faça com que alegria e felicidade sejam os sentimentos que permeiam o seu dia, independentemente do que você está fazendo.

Foque-se nas coisas que fazem com que você se sinta bem. Foque-se nas bençãos e coisas boas que acontecem na sua vida. Observe as coisas pelas quais você pode agradecer, e mentalmente as especifique durante o dia. 

Se você se pegar estressado ou atropelado pelas tarefas, pare tudo o que estiver fazendo e (opcionalmente) feche os olhos. Respire profundamente - inale todo o ar que puder e exale devagar - e pergunte-se: Quero sentir-me bem. O que posso fazer para me sentir bem? E foque-se nisso, siga sua intuição.

Outro dia, senti-me distraída e sob pressão, então perguntei a mim mesma o que eu queria fazer naquele momento, e minha voz interior pediu que eu tocasse a música Sweet Lullaby, do Deep Forest. Para mim, essa música representa esperança, inspiração e aventura. 

(Parênteses meus: cara!!!! Nunca mais tinha ouvido essa música!!!)

Imediatamente senti-me tomada pela música e comecei a dançar ao seu ritmo pelo meu escritório. Uma sensação de alívio apoderou-se de mim e acalmou meu espírito. Senti-me pronta para encarar tudo de novo. Naquele momento, tive esse pensamento:

Pare de fazer aquilo que você pensa que deve fazer. Faça o que você quer fazer, o que faz com que você se sinta bem, faça aquilo que a sua inspiração manda fazer. Lembre-se que em nosso mundo, você faz as regras. O estresse é opcional.

Teardrop

É, ser louca é uma coisa muito cara, muito cara. Se eu tivesse a personalidade do Jim Carey em I love you Philip Morris, eu poderia dar golpes e me safar muito melhor que ele. Mas não tenho... então eu preciso dar um jeito de ganhar dinheiro de alguma maneira lícita. Enquanto isso ouço Yann Tiersen e tenho vontade de chorar. Aí ouço Massive Attack, lembro do House, tenho vontade de chorar também. Minto, agora não tenho vontade de chorar, mas me dá uma certa tristeza igual. Em geral, as coisas sempre significam mais para mim do que para os outros.
Amanhã fiquei de ir caminhar de manhã. E farei cookies de novo. E recuperarei minha dignidade fazendo as unhas das mãos e as sobrancelhas. E assistirei uma palestra. E jantarei comida quente e com muito carboidrato. Agora faço planos de ir morar no Oriente Médio. Golfo Pérsico. Um desafio. Mas as Ilhas Maldivas, as Ilhas Maldivas, as Ilhas Maldivas!!!!!!!!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mudando, mudando, mudando.

Porque é preciso.

Sonhos, sonhos, sonhos


Sonhei que eu tinha duas avós e elas eram bruxas. Más.
Havia fogo, havia uma menininha que cabia na palma da minha mão e que eu salvava de morrer desnutrida. Havia pessoas que matavam pessoas para comer. E uma gorda, muito, muito, gorda, que emagrecia muito. E um álbum de fotos. E pessoas que eu não vejo há tempos. E instrumentos pérfuro-cortantes. Havia muitas coisas, muitas pessoas, uma japonesa magricela e má, que se vestida toda de preto e queria comer a gorda, literalmente. Por isso a gorda emagrecia. Para não ser devorada.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Desafio Literário 2010 - Confessions of a Shopaholic y otras cositas...


Ontem peguei o Confessions of a Shopaholic pra continuar a leitura. Mas ô livrinho que me irrita! Não aguento a futilidade da Becky Bloom. É demais pra mim. Li mais umas páginas e larguei. Mas vou lê-lo até o final, ah, vou. Porque, afinal de contas, ele é o livro do mês de maio. Vou penar, eu sei, mas vou terminá-lo.
Bom, ontem terminei de ler Dexter no Escuro. Falei cedo demais que o livro era bom. Me deu uma certa raiva no final: usar misticismo pra explicar a personalidade de Dexter? Vá se catar. Com certeza, como comentou a Dani no post abaixo, a série de tv é mil vezes melhor, os roteiristas fizeram um trabalho primoroso. 
Esse terceiro livro termina na mesma cena em que terminou a 3a temporada da série de tv. Mas a cena televisiva é mil vezes melhor do que a do livro. Sério, chegou a ficar ridículo esse final literário. E, além disso, como eu falei abaixo, a edição é horrivelmente mal cuidada, cheia de erros do começo ao fim. Chego a ficar com vergonha que uma editora brasileira faça um trabalho mal feito desses.
Sei que fiquei tão irritada com o final do livro que peguei um livro que eu tinha abandonado ano passado, Frenesi Polissilábico, do Nick Hornby, e recomecei a ler. Confesso que agora gostei um pouco mais. Esse livro é, na verdade, uma série de colunas que o autor escreveu para uma revista literária, falando sobre os livros que ele estava lendo. Uma coisa que me chateou ano passado, quando comprei o livro e comecei a ler, foi que a maioria dos livros que ele menciona eu nunca ouvi falar. Mas agora ficou mais interessante porque, ao menos, ele começou a falar de escritores que eu conheço, como Dickens e Hemingway. E os que eu não conheço, ele me deixou com vontade de conhecer, como Jonatham Lethem e Francis Wheen (aliás, o título em inglês é simplesmente genial, a tradução o deixou interessante, apenas).
Ando comendo livros, praticamente. Mas há dois problemas: 1. não estou lendo os livros do desafio; 2. não estou lendo os livros jurídicos que eu tenho de ler. Tenho que entregar meu projeto de trabalho de conclusão da pós agora em agosto e até o presente momento não li nada, nem sequer tenho idéia sobre qual assunto escreverei... procrastinação deixa a coisa mais emocionante... hehehehe

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Dexter no Escuro - Jeff Lindsay

Ganhei do meu namorado e já comecei a ler. O 3o livro da série que deu origem ao seriado Dexter não poderia ser ruim, mas é. Explico: a história é ótima, é bem escrita, tem partes muito engraçadas, mas a tradução é péssima e o livro está cheio de erros de ortografia, gramática e digitação. Não acredito que um livro saia de uma editora com tantos erros! Coisas como "ei", em vez de "eu", repetidas vezes, erros de pontuação, enfim, um horror!
Não li o original, mas como já trabalhei com tradução, tenho certeza de que há coisas mal traduzidas. Fiquei decepcionada com a falta de qualidade da editora planeta, confesso. Não sei se foi a pressa de publicar, ou falta de cuidado mesmo, mas fica o recado.
De qualquer forma, a história é ótima e vale a pena ler. Tem um blog fazendo uma promoção para ganhar os 3 livros, clica aqui e participa.

terça-feira, 15 de junho de 2010

E agora...

...fico ouvindo essa e essa, sem parar.

Dieta líquida


Passarei a álcool, será que emagrece? A verdade é que às vezes eu me irrito com certas coisas, mas deixa assim... só não me tirem pra trouxa.
Eu ia falar, mas ando sem saco. Então fiquem com imagens da minha vida.

sábado, 12 de junho de 2010

Watch me burn

Ele tem raiva. Eu gosto. Eu posso compreender. Eu sei aceitar. É fácil de me identificar. E tudo vem à tona, tudo vem à tona. Eu preciso dar socos nas paredes para machucar as mãos. Eu preciso correr, eu preciso ficar em forma, eu preciso me preparar, porque terei de lutar, terei de lutar.
Eu tenho muita coragem. Eu chuto todos os baldes. Eu não sei fingir. Eu minto que era muito mais fácil sorrir, mas é isso, é apenas mentira e eu não sei mentir quanto às coisas que realmente me importam.
O sol brilha quando tem de brilhar.


I was a heavy heart to carry, my beloved was weighed down
My arms around his neck, my fingers laced to crown
I was a heavy heart to carry, my feet dragged across ground
And he took me to the river where he slowly let me drown

terça-feira, 8 de junho de 2010

Desafio Literário 2010 - junho: Pó de Parede - Carol Bensimon

Eu li esse livro mais pro começo do ano. Ele é fino, consiste de 3 histórias curtas, fácil de ler. Confesso que não gostei muito. Para toda crítica positiva que existe a respeito da autora, achei bem fraco. Somente a última história é digna de nota e elogio. As duas primeiras parecem trabalho de faculdade.
Não quero desmerecer a jovem escritora gaúcha. Mas realmente esperava mais. No entanto, acho que ela tem os requisitos necessários para vir a ser um grande nome da nossa literatura, se pegar mais pesado no trabalho. A primeira história, ainda que triste, tem um quê de querido diário que me fez torcer o nariz pra ela. Dá pra ler um trechinho do Pó de Parede aqui.
Não falta sensibilidade a essa jovem autora, que agora vive em Paris (inveeeeja!!) e de lá escreve um blog muito legal.
Dou nota 2 para o livro, mas recomendo que experimentem o livro mais recente dela, Sinuca Embaixo D'Água, que parece ser mais interessante e é finalista do Prêmio São Paulo de Literatura.

Porque as vacas dão leite...

Eu poderia dizer que algumas pessoas surpreendem, mas a verdade é que não me surpreendo muito. Há algo que umas pessoas classificariam de infantil em certas outras pessoas. Imaturidade, ou qualquer coisa de semelhante. Mas devo discordar. É muito além da imaturidade. É uma necessidade de ser melhor que os demais, ou, ainda, de sentir-me melhor, superior. E para isso, faz-se o quê? Tenta-se, ainda que a custa de passar ridículo, diminuir-se os outros. Só que certas atitudes falam por si só. Eu me sinto privilegiada por, em geral, não ter de falar nada porque eu levo muito a sério aquele ensinamento judaico do Lashon hara. As atitudes dos outros demonstram a que eles vieram, quais são seus valores ou apenas mostram que certos indivíduos não possuem quaisquer valores. Há criaturas que fazem do narcisismo um estilo de vida. E isso é algo que espelha o vazio que impera em muitas pessoas que se dizem pessoas hoje em dia. É preciso muito mais do que aparências para que um indivíduo possa ser chamado de pessoa. A verdade é que eu aprendi a simplesmente considerar esses seres “humanos” vazios, mesquinhos, invejosos, narcisistas, como não pessoas. Eles são coisas, e coisas que são, podem ser descartados. Já que não servem para nada mesmo.

Carta a Daniel 21

Querido Daniel,

Eu preciso te dizer adeus. Nem que seja nos meus sonhos. De alguma maneira, tu estavas lá, dentro do meu coração e dos meus pensamentos. Foste substituído por algo de real, mas me doeu perder-te. Assim como doeu imaginar que eu poderia perder o que tenho de concreto. Mas ele voltou com uma camiseta verde e isso me deu esperança.
Havia uma floresta escura à frente da tua casa, eu não queria que ele fosse até lá. Eu tinha medo que ele não voltasse. Mas também não queria deixar-te. Agarrei-me a ti, com os braços e as pernas e minhas lágrimas, mas permaneceste inerte, como se eu não estivesse ali, como se meu corpo não estivesse junto ao teu.
Havia um veneno em uma seringa negra. Eu tinha uma arma futurista e letal. Havia um helicóptero negro. Eu precisava fugir, eu precisava de ajuda, eu passava mal, eu estava envenenada. O máximo que consegui foi que minha irmã pegasse um ônibus comigo. Eu precisava esconder-me.
Como pudeste simplesmente excluir-me da tua vida como se eu nunca tivesse feito parte dela? Como podes viver sem sequer dedicar um único e singular pensamento a mim? Ainda que o fizesses de tempos em tempos?
Eu sei que me apagaste de tudo. Eu nunca existi. Eu não fui, não sou, não serei nada para ti. E isso não te doeu nada. Tu não sentes dor, tu nunca sentiste a minha dor. Nunca te preocupaste comigo, nunca pensaste que eu poderia simplesmente ir...
Não te deixo mais beijos. Não mais.
C.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Extremamente alto e incrivelmente perto

Querido Jonathan,
terminei de ler teu livro ontem à noite. Confesso que no começo o estava achando chato. Chatíssimo, aliás. O menino Oskar Schell não me parece crível, porque nenhuma criança de 8 anos pode ser assim tão incrivelmente inteligente e chata. Somente ao final ele me parece uma criança. Aliás, somente ao final ele me pareceu um ser humano e não apenas uma personagem.
As melhores partes do livro são as cartas do pai ao filho. Ali tu mostras toda a tua sensibilidade como escritor. Mas não posso deixar de dizer que o tema do livro, o 11 de setembro, não poderia ser mais comercial. É um livro tocante, no entanto. Terminei de lê-lo com lágrimas. 
Creio que deixaste de ser "uma das vozes mais promissoras" da tua geração quando teu livro "Everything is illuminated" virou filme. Se Hollywood te quis, deixaste de ser promessa, passaste a ser uma coisa concreta, um produto, parte da indústria. Isso, no entanto, não retira tuas qualidades. És extremamente sensível e consegue descrever sentimentos profundos com maestria.
Mas, como eu disse, falta algo a esse teu livro. Um pouco mais de verossimilhança. Eu sei que é ficção, mas mesmo assim.
De qualquer forma, gostei do teu livro.
Um abraço,
Virginia

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sonhos

Sonhei que meu avô (que já faleceu) me dizia que eu tinha que ligar para a minha mãe. Aí comecei a sonhar que eu telefonava para a minha mãe e dizia pra ela que só estava ligando porque meu avô me tinha dito pra ligar. Aí acordei e comecei a interpretar o sonho. Meu avô já morreu, não existe vida além da morte, logo ele era uma representação do meu ego estridente tentando me fazer sentir culpada por não telefonar pra minha mãe há mais de uma semana. Às vezes ser cética como eu é uma merda, hein?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Desafio Literário 2010 - atualizando

Bom, minha lista está aqui.
E eu meio que me desorganizei nela. Já li Ratos e Homens, livro de janeiro. Já li Onde Vivem os Monstros, livro de fevereiro. Já li Alice in Wonderland, livro de março. O livro de abril, Histórias Fantásticas, comecei a ler e ainda não terminei. Mas já li o livro de junho, Pó de Parede. Já li o livro de julho, o da reserva, O Guia do Mochileiro das Galáxias. Li o livro de outubro, Julie & Julia. Já li o livro da reserva de novembro, Cal, do Peixoto. 
Faltam as resenhas para os livros a partir de abril. Tô devendo.
No meio desses, ainda estou lendo Mulheres que Correm com os Lobos. E li Anansi Boys, Meu Vizinho é um Psicopata, Bon Jour Tristesse, A Boa Sorte, e A Arte de Ter Razão. Acho que é isso. Preciso colocar as coisas em ordem e as resenhas em dia.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Carta a Daniel 20

Querido Daniel,
faz frio lá fora e o frio seria maior se o silêncio não tivesse sido cortado.
Minhas unhas agora são cinza, cinza como minhas roupas e os meus dias. Todos os dias são a distância da palidez do teu rosto. A distância que flui.
Queria que me dissesses porque me odeias tanto. O que há no que possa ter acontecido que tenha deixado tanta mágoa dentro de ti. Uma mágoa que transparece no teu olhar baço, que não tem o brilho de antes.
Há um mundo de distância entre nós. Vários mundos: tudo gira ao redor da música, do tempo, dos sabores e aromas.
Eu queria chorar e não consigo. Em vez disso, meu nariz coça. Eu dormi, dormi, dormi, e não tive nenhum sonho bom. Ainda penso em cortar as minhas mãos, cortar as palmas das minhas mãos e ver o sangue escorrer por entre meus dedos. Isso me acalmaria.
Eu quis a paz e imaginei uma casinha isolada no deserto. Seríamos felizes, eu e tu. Teríamos um cão, peludo e grande. Sempre a andar com o rabo abanando de alegria e gratidão. Se há algo que os cães têm é isso: demonstram gratidão em quase todos os seus atos.
Eu prometeria o seguinte: cuida de mim agora. Cuido de ti depois. Cada um ao tempo de sua necessidade. Porque agora eu preciso, e muito.
Há algo de inconcretizável nesse sentimento que penso recíproco e isso sempre me parte o coração. Sempre.
Um beijo com gosto de poeira,
C.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Milhas por hora

Your heart’s on the loose
You rolled them seven’s with nothing lose
And this ain’t no place for the weary kind

You called all your shots
Shooting 8 ball at the corner truck stop
Somehow this don’t feel like home anymore

And this ain’t no place for the weary kind
And this ain’t no place to lose your mind
And this ain’t no place to fall behind
Pick up your crazy heart and give it one more try

Your body aches…
Playing your guitar and sweating out the hate
The days and the nights all feel the same

Whiskey has been a thorn in your side
and it doesn’t forget
the highway that calls for your heart inside

And this ain’t no place for the weary kind
And this ain’t no place to lose your mind
And this ain’t no place to fall behind
Pick up your crazy heart and give it one more try

Your lovers warm kiss…
It’s too damn far from your fingertips
You are the man that ruined her world

Your heart’s on the loose
You rolled them seven’s with nothing to lose
And this ain’t no place for the weary kind

Sangue de verdade

Sonhei que era uma vampira do bem: não queria chupar o sangue de ninguém. Por isso, era perseguida por humanos e vampiros. Estava fraca, já que não comia. Passei o sonho quase todo fugindo. Então me atirei de um prédio super alto na fuga e caí na frente de uma loja chiquérrima que havia no térreo, dentro de uma caixa, como uma manequim desmontada. Dentro da caixa, comigo, tinha um par de sapatos lindíssimos e que pareciam muito caros. Eu fiquei observando as pessoas da loja, a gerente era uma mulher sofisticada, que parecia a Meryl Streep em O Diabo Veste Prada. A loja só vendia coisas caras. Eu queria colocar meus pedaços no lugar, mas sempre vinha alguém e eu tinha que me desmontar de novo. Consegui correr e me esconder no provador da loja, que era um jardim japonês lindíssimo. Minha prima me trouxe uma camisa e uns jeans clarinhos, tudo lindo, novo e com aparência de muito caro, e me deu para vestir. Mas eu não conseguia, porque tinha que ficar me atirando embaixo de uma mesa já que ficava entrando gente no provador e ninguém podia me ver. E, quando eu finalmente, conseguia me vestir, eu não tinha sapatos e precisava deles pra ir embora. Se eu saísse sem sapatos, chamaria a atenção das pessoas e seria descoberta.
Antes disso eu sonhei que encontrava um cara oriental, que se chamava Vitor. Ele me abraçava e de repente o abraço ficava apertado demais e ele segurava firme com os dedos nas minhas costelas, e aquilo estava me machucando. Eu tentava me desvencilhar dele, dizia: Vitor, me solta! E ele me ignorava e apertava mais. Acordei toda atravessada na cama, com o travesseiro nas costas, bem nas costelas, onde o abraço me incomodava no sonho...
Numa parte do sonho eu lembro que eu assistia ao seriado Trueblood... que eu nunca assisti. Hence the vampires...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

4square party em Porto Alegre

Para usuários do 4square, essa quinta, dia 15/04, rola party no Riverside's Shikki, na Padre Chagas. Inscrições aqui e maiores informações aqui.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Música sem título

É uma melodia quase sem forma, sem cor, sem odor. Tênue lembrança de algo que não sei ao certo o que é.
Uma coisa que já foi vivida alguma vez, experimentada, sentida. E que eu preciso resgatar.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Colherinha

Instigada pelo post da Adri, eu fui desvendar o mistério do cáqui e aqui está: realmente existem colherinhas dentro das sementes. Não achei nenhum garfinho, sinto-me enganada!

domingo, 4 de abril de 2010

Delírios noturnos

Tive um sonho muito interessante outra noite, mas agora já perdi os detalhes. Ele teve uns momentos horríveis, como quando eu comecei a perder os dentes, e cuspia-os com a boca toda ensangüentada. E depois, no mesmo sonho, eu desenhava um pássaro vermelho lindo numa folha de papel, soprava-o, e ele criava vida e saía voando.
E essa noite tive um sonho muito legal, sobre um autor de uma peça de teatro, e eu podia ver como tudo ia sendo produzido ao mesmo tempo: ele escrevendo, os atores ensaiando, os figurinistas criando os figurinos, os cenários sendo montados... tudo como se tu tivesse várias telas de televisão, uma ao lado da outra.
Mas outra noite dessas, eu tive um sonho maluquíssimo e genial. Não lembro de todos os detalhes, mas eu estava em Paris, e depois entrava num bar medieval onde havia uma cigana, e corredores estreitos. De repente eu ficava trancada em um andar meio vazio, no qual passavam filmes projetados nas paredes, e eu tinha medo que alguém viesse me fazer algum mal e corria para as salas onde passavam os filmes. Lá dentro havia mini-menininhos, que atravessavam as paredes. Então eu tentava segurar neles para atravessar as paredes junto, mas não funcionava. Daí eu sentava num banco comprido e colocava-os sentados à frente, e só a parte deles passava pelas paredes, mas a minha não. Aí tentava achar a saída e acabava encontrando a Xuxa, vestida num macacão de paetês prateados e verdes. A audiência dela estava projetada na parede e ela apresentava seu programa. Ela me dizia algo que eu não lembro o que era, e então eu achava a saída.
Sei que depois que queria a receita de um sorvete de blueberries...

quarta-feira, 24 de março de 2010

I am the storm

Tem umas coisas que tu achas que nunca vais superar e então a vida te dá um rapa e tu te estatela e acaba tendo que levantar e seguir. Ou, como diz aquela música que eu e a Dani saímos cantando na segunda-feira à noite pela rua: beber, cair, levantar! Nada como duas cervejas e uma boa companhia para terminar a segunda-feira bunda.
Mas, voltando ao assunto. Eu tinha pânico de hospital. Medo horrível de agulhas. Ia fazer exame de sangue e passava mal, passava mal mesmo. Tudo mudou ano passado, quando tive que fazer uma cirurgia. As coisas se sublimaram depois daquilo. Foi tão, mas tão horrível (eu escrevi sobre isso no blog fechado, narrei como foi), que agora um exame de sangue é quase nada. Hoje fui fazer um e até fiquei olhando meu sangue lindo enchendo potinhos à vácuo.
Às vezes é difícil enxergar as coisas sob um viés positivo com tanta negatividade à volta. Aumentar os problemas é um dom que alguns têm. O que só piora as coisas, claro. Tem dias que eu não sinto a menor vontade de sair de casa. Ou de falar com as pessoas. Quero só dormir e nem é que eu tenha tanto sono. Às vezes eu realmente tenho muito sono. Noutros dias, é só a vontade de me isolar. Meus sonhos andam tão interessantes que eu queria viver dentro deles uns tempos.
Outra noite eu sonhei que estava envolta em uma teia de aranha, cheia de aranhas. Mas isso foi por causa de Anansi Boys, do Neil Gaiman, que estou lendo. Sonhei com os números da quina, mas só lembro de um! E hoje, antes de acordar, estava sonhando com uma festa de formatura, e eu dançava, dançava...
Mas do que estou reclamando, mesmo? Se tenho feito praticamente tudo o que quero?
Eu quis mudar, eu mudei. Eu quis viajar, eu viajei. Eu quis um namorado, eu tenho um ótimo namorado. Eu quis mudar de apartamento, eu mudei. 
Faltam algumas coisas, mas aos poucos entro no eixo de novo. No meu eixo. E, como disse a Laura, querida, a gente tem que ser branca e franca com as pessoas e creio que tenho conseguido ser.
Os planos agora são comprar esse apartamento, ir a Londres de novo, e também Nova Iórque. Como? Não sei ainda. Mas o destino há de prover.

domingo, 21 de março de 2010

Alice no país das maravilhas

O livro de março, do Desafio Literário, é um clássico da literatura universal. Eu escolhi Alice porque era uma das minhas histórias preferidas na infância, e eu nunca tinha lido. Confesso que o livro me decepcionou. Isso porque ele perdeu a magia pra mim. Eu cresci e comecei a lê-lo e interpretá-lo, a esmiuçar todas as metáforas e por isso achei-o chato. Muito chato.
Coisa mais triste a gente crescer e as coisas perderem a magia, né? O livro trata de uma menina que vive aventuras fantásticas. Uma metáfora para contar a história de uma menina que está virando mulher e todas as transformações físicas e psicológicas pelas quais ela passa. Entendo porque o livro tenha causado tanto rebuliço, realmente ele tem um gênero fantástico, mas é permeado de bons conselhos para quem está crescendo e tem umas mensagens que, no meu entender, são bem adultas.

De qualquer forma, ainda sigo na leitura de Alice através do espelho. Mesmo não tendo gostado do estilo do Lewis Carroll, não posso tirar os méritos desse grande escritor.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Hidrocor

Eu acordei e minha casa estava sendo invadida por um japonês e a filha dele. A menina devia ter uns 5 anos. Eu não estava entendendo nada, ele dizia ser o dono do apartamento e eu dizia que ele não podia simplesmente ir entrando na minha casa. Pegava o telefone e chamava a polícia, lembro bem que eu disse: "por favor, preciso da ajuda de vocês, aconteceu uma coisa muito estranha, um homem invadiu a minha casa com uma criança e se recusa a sair".
Depois chegava um velho japonês, que era o pai do cara. E eu ficava discutindo com eles e mandando eles embora, e eles discutiam entre si em japonês. A menina me pegou pela mão para me mostrar algo.
Aí eu acordei de verdade.
Meus sonhos têm sido assim, ultimamente. Eu acordo dentro do sonho, dentro da minha casa, e tem alguém tentando invadí-la ou alguém invadindo-a. Antes de acordar dentro do sonho, eu estava tentando ir para a Suíça. Com um passaporte roubado. Eu dormi dentro do sonho. Eu acordei dentro do sonho. É praticamente uma outra vida. Tenho me sentido dentro do Waking Life (filme ótimo, recomendo).

domingo, 14 de março de 2010

Umas e outras...

Devo parar de beber nos próximos dias. Promessa.

Tem gente que consegue ser desagradável sem fazer o menor esforço, não é mesmo?

Tô de unha postiça e até tô gostando.

Eu tenho um sério problema com remédios... eles logo parecem perder total o efeito comigo. Saco.

Sonhei de novo com o Dexter. Dessa vez a Rita, a mulher dele, ia presa não sei porquê. E eu e a minha irmã éramos as advogadas dela.

Tô na função da mudança... como dá trabalho. Me olho numas fotos antigas e não me reconheço. Vontade de jogar tudo fora. Feng shui na prática: abrindo espaço pro novo doando o velho. E também jogando coisas fora.

Algumas idéias, ao menos. Falta colocá-las em prática.

Tem gente que faz de tudo pra se avacalhar, né? Affe.

quinta-feira, 11 de março de 2010

I think I'm crazy...

Ouço meu coração batendo dentro dos meus ouvidos. Fazia caretas. Quis ouvir música, mas a tecnologia não deixou. Tive que discutir ouvindo fragmentos de um discurso desencontrado. Tive que ver certas coisas que se repetem. Tudo começou quando a minha turma do colégio foi a única que não pôde ir na excursão. Isso aconteceu de novo no outro colégio. Sinto que é sempre assim: eu nunca posso ir na excursão. Uma vez me trouxeram um urso de presente; agora, nem isso.
Tudo funciona para mim só uma vez, depois, já nada tem o mesmo efeito. Estava aqui, embaixo da minha língua e mesmo assim eu quis dar um soco na cara de alguém. Depois, tive pena da burrice alheia. Aí me contam de morte. Aí me contam de vida.
As minhas idéias insistem em encalacrarem-se cada vez mais fundo dentro de mim. Eu quero que todo esse ouro seja de verdade. Eu quero que no final do ano esse lugar dos sonhos seja meu.
Ambivalente e começamos a brigar. Será que vai ser sempre assim? Um passo em falso, um tropeço?
Eu queria vomitar essa bola de pêlos pra ver se essa angústia passa.
Espero que ainda chova bastante essa noite.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Onírico

Noite passada cheguei ao que chamei de "o cúmulo do sonho": sonhei que assistia aos meus sonhos numa tv. Assistia e ficava tentando interpretá-los!
Essa noite sonhei que era casada com o Dexter e um alienígena transformava-o num gato! E depois quando ele virava o Dexter de novo, ficava querendo perseguir ratos! E havia ratos alienígenas que engoliam ratos que não eram alienígenas. Tudo era muito absurdo, mas o alienígena que havia transformado o Dexter em gato tinha uma cadernetinha em vários idiomas que supostamente explicava o mistério. E haviam selos na cadernetinha e fotos. E o Kurt Cobain tinha reencarnado num menino chinês.
Juro que não bebi.

terça-feira, 9 de março de 2010

Carta a Daniel 19

Querido Daniel,
é incrível como tu tens a capacidade de tomar conta dos meus pensamentos mesmo após todos esses anos. Eu ainda olho para trás, eu ainda tento entender. O bom de reanalisar uma situação, de rememorar algumas cenas de novo e de novo e de novo, é que tu começas a perceber aqueles pequenos detalhes que, na ocasião, não viste.
E só agora, só agora, passados uns muitos anos, é que percebi como nunca me incluíste na tua vida. Nunca me convidaste a conhecer o teu quarto, nunca me mostraste uma foto que fosse da tua infância, nunca me apresentaste a alguém que fosse realmente importante para ti.
Eu, ao contrário, te fiz parte da minha vida, deixei que tu existisses dentro da minha rotina, da minha casa, dos meus braços... deixei que tu provasses da minha comida, te contei meus desejos e sonhos, li alto os trechos dos meus livros preferidos, compartilhei idéias, te levei aos lugares que mais amo na minha cidade. E tu, em troca, me deste quase nada. Sorrisos, abraços, beijos. Mas jamais fizeste planos comigo, fora querer dormir juntos no inverno, porque eu sou quentinha e poderia te aquecer.
Eu te escrevi todas aquelas cartas te contando da minha vida, te expondo a minha alma. Tu não respondeste uma sequer.
Acho que um amigo meu tem razão: eu mereço um amor correspondido, algo que contigo nunca tive.
Um beijo de lágrimas,
C.

Desafio Literário 2010 - atualizando

Acabou que não falei mais sobre o Desafio Literário 2010. Mas continuo lendo. Muito. A lista está aqui.
Dela, eu já li os seguintes livros:

- Ratos e Homens, que era o livro de janeiro. Mais sobre ele aqui e aqui.
- Onde vivem os monstros, que era o livro de fevereiro. Mais sobre ele aqui.
- Cal, que era o reserva de novembro.
- Julie & Julia, que era o livro de outubro.

Além desses, li Bonjour Tristesse, e A Boa Sorte. Eu sei que li mais algum, mas agora não lembro. Estou ainda lendo Mulheres que Correm com Lobos, O segredo de Luísa, Alice no País das Maravilhas (livro de março) e Anansi Boys. Ah, sim, li o Schopenhauer: A Arte de Ter Razão. Não gostei muito, é fragmentado demais.
Para quem quiser acompanhar mais das minhas leituras, espia meu Skoob.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Umas coisas...

Uma amiga deu a definição do que é o amor. Ela dizia que não se dava bem com ninguém e achava defeitos em todo mundo, menos "nele". Disse ela: "já ele, ele que é tão cheio de defeitos, nele eu não encontro nenhum".
Não é bem isso?
***
Viramos obra de arte hoje. Mas o mais legal foi o apartamento. Completamente surreal aquele apartamento gigantesco, escondido num edifício de corredores apertados e um elevador menor que uma caixa de fósforos. Se não ficasse num lugar que eu não acho muito legal, certo que eu procuraria um apartamento pra alugar naquele prédio. Absolutamente sensacional, muito, muito, mas muito grande. Ah, como eu quero espaço!
***
O álcool entra, a verdade sai. Fato. Isso já vem sendo dito há séculos (in vino veritas, não é mesmo?).
***
É melhor viver na verdade porque isso é viver de verdade. Mas tem gente que não entende a verdade. Apenas pensa entender.
***
Eu devia escrever um livro, mas só fico falando mal de todo mundo... Chico Buarque: seus livros são uma porcaria (à exceção do gota d'água, mas daí a idéia nem era tua...). Já leram o mito de Medéia? Foda. Mas, como disse a professora do curso que estou fazendo: "se tu não tens cultura, meu amigo, problema teu".
***
E eu li na revista Quem que uma das BBBs tem um assessor que é juiz federal... COMOASSIMJUIZAFEDERALASSESSORDEEXBBB???? o mundo tem que acabar... e eu, sinceramente, tô a fim de fazer uma reclamaçãozinha no CNJ... findapicada!

go humans, go... TO HELL. Obrigada.

terça-feira, 2 de março de 2010

É o mundo que se transforma.

Perdemos o rumo e eu sinto saudades de quando éramos todas mais felizes. Sim, éramos todas mais felizes. Nunca consegui me enxergar dissociada de vocês, minhas amigas. E eu sei que éramos todas mais felizes e de repente, um dia, acordamos sentindo-nos mais velhas e horrendas, tristes e achando a vida sem sentido.
Então eu bebo, porque beber é a única coisa que eu tenho vontade de fazer e nem o medo de virar alcóolatra (vide casos na família), me assusta. O meu problema talvez, é aquilo que me disse a minha irmã pequena: eu sou sincera demais para ser advogada. Eu sou sincera demais para mentir. E, no entanto, há pouco tempo, eu gostava tanto de ser advogada, coisa que eu dizia que nunca seria. Gostava tanto de resolver os problemas alheios. Ou, ao menos, tentar resolvê-los.
Minha mãe diz que eu sempre quero resolver os problemas dos outros sem tentar resolver os meus. Mas na minha cabeça, eu não tenho problemas, porque eu não posso admitir ter problemas. Eu tenho todas as ferramentas para ser feliz, não?
Eu tenho. Eu sei. E nós fugimos, nós, jovens pensantes, fugimos, fugimos.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Cotídio

Estava eu na Saraiva do Moinhos Shopping quando ouço o seguinte diálogo:

- Ai, Alexa Chung, athóron! (disse a mocinha olhando pra capa da Vogue americana)
- Quem? (perguntou a amiga)
- Alexa Chung, tu não conhece?!?
- Não, quem é? (fazendo cara de "Oh, meu Deus, como eu posso ser tão por fora??)
- O que ela faz?
- Ahn, elahn... tipow... ah, ela não faz nada, sabe? É, ahn, tipow... socialaitchi... MAS ELA SE VESTE MUITO BEM! AMO!

Depois de ouvir isso, eu concluo que o mundo, realmente, tá perdido.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Havia um planetinha...

As unhas eram flúor, no cair da tarde, os pés e a cama, as unhas, e a pele, era tudo da mesma cor. Um rubro de pêssego que evocava sexo. Mas não algo bruto, uma coisa mais sensual, porque era preciso explorar aquela pele, aquela cor, aquela textura, aquele cheiro.
Ele achava que ela não percebia que o amor estava no toque dos pés, e no corpo que insistia em virar durante a noite para o lado que ela virasse. Ele achava que ela não percebia as muitas palavras que ele trazia no olhar e nunca tinha coragem suficiente para dizê-las. Ela achava que ele achava tudo isso. E o silêncio ficava no meio, mas havia o toque, e os dedos entrelaçados.
Ela dizia que não: não quero ouvir essa música, não quero ver esse filme. Ele não entendia que para agradar era fácil, era só não tentar tanto. Que ele devia prestar atenção nas esquinas, de onde a alma dela sorria e piscava o olho de jeito maroto.
Está tudo nos pormenores, nos segredos, nos olhares, na ponta dos dedos, nos fios de cabelo. Não há espaço para brutalidade, qualquer que seja a sua forma. Não há espaço para que algo seja forçado.
Ela queria dançar, dançar como uma folha ao vento. Para isso é preciso leveza. Leveza, e ele afundava cada vez mais nos cabelos dela, e os braços dele cada vez a aprisionavam mais... Para segurar areia nas mãos é preciso tê-las semi-abertas, assim o vento não leva a areia, e ela também não escorre entre os dedos.
Ela não saberia dizer se há mesmo uma coisa de "seu tempo, meu tempo". Há o tempo. Ele passa para todos. Assim é.
Ela saiu correndo sem correr. Ela olhou para trás e virou estátua de sal. Duas vezes. O sal derreteu com a umidade, depois veio o sol e o vento, secou, voou. Choveu, virou água do mar. Não vai mais voltar. Se não há o agora, não há o depois, o que há de tão difícil nisso?
Porque a rosa estava lá. Estava no beijo que devia durar mais e na carícia que devia ser mais suave. Estava lá, para onde foi?

Carta a Daniel 18

Querido Daniel,
eu senti saudades de ti. Dos teus pés. Daquela sala à meia luz e do silêncio. Da brisa morna da tarde. Da falta de expectativa, do sanduíche, do queijo.
Daquilo que seria. Senti saudades. Daquilo que seria.
"Se a gente continuar vai doer?"
"Vai."
Pois eu não sei de nada. Meu estômago queima.
Eu fiquei ouvindo todas aquelas músicas que só gosto de ouvir sozinha. Porque existem certas coisas incompartilháveis. Não as músicas em si, mas o que elas evocam. Acho que entendes.
Talvez eu devesse mesmo cruzar o oceano. Acreditar que existem príncipes. Mas na verdade, se ele fosse mesmo um príncipe, ele viria, ele atravessaria todo o mar para me encontrar.
Muitas coisas não fazem o menor sentido. E as que fazem, também não me dizem muito.
Mas eu consegui admitir certas coisas e isso foi, de alguma maneira, um tanto libertador. Não o bastante para me libertar da tristeza. Eu não sei nada de ti, eu não sei nada de ti. Só sei que as promessas quase nunca são cumpridas e todo o resto é ilusão. O problema é que, mesmo quando percebemos a ilusão, não conseguimos tomar nenhuma atitude concreta com relação a ela. Limbo.
Eu soltei o meu cabelo e tu não viste como ficou bonito. Eu sorri e tu não viste como foi sincero. Eu bebi, porque é mais fácil beber. Não se pode ter o melhor de dois mundos; às vezes, sequer se pode ter o melhor de um mundo só.
Depois a realidade virá galopante, baterá na tua porta, tu não saberás o que dizer mas não terás como impedi-la de entrar. Ela vai entrar, ela vai derrubar as paredes, ela vai derrubar tudo e terás de começar com uma pedra e depois outra, até teres teu castelo outra vez.
Eu vou morar na torre encantada, e quando meu cabelo estiver comprido o bastante, jogarei minhas tranças pela janela, à espera de um princípe que suba por elas e me tire de lá. Ou então uma verruga, na ponta do nariz, que atirada ao chão fará dele surgir uma escada. 
Um beijo com gosto de lima,
C.



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Samba, suor e lágrimas?

É, ele tem razão, melhor carnaval ever! Silêncio, chuva e comida boa. Tô me superando. Eu tô lendo Julie & Julia (e ontem me dei conta de que estou lendo os livros do Desafio Literário fora da ordem, mas... whatever) e ontem, na parte onde estou, ela falou de uma omelete gratinada. Não tem a receita no livro, mas resolvi inventar e Oh! Lord!, ficou ALGO de muito bom. E muito gordo também: azeite de oliva, manteiga Aviação, 6 ovos e muito, muito queijo, além de creme de leite. Confesso que eu não era muito fã de creme de leite até fazer essa omelete. Nossa, ficou realmente muito bom.
A Julie é realmente muito engraçada, eu morro de rir em algumas partes, o livro não tem mesmo nada a ver com o filme. No filme ela é bobinha demais, doce demais. No livro ela é neurótica, exagerada e muito engraçada. Super me identifico. Li uma entrevista com ela na Marie Claire, acho que de dezembro de 2009, onde ela fala sobre o outro livro que ela escreveu, no qual ela conta sobre o período em que esteve separada do marido porque ela meteu umas guampas nele e resolveu ir morar no interior e virar açougueira. Isso mesmo: açougueira. Eu admiro essa mulher porque ela é assim: super sincera. Tô louca pra ler esse outro livro, que se chama "Cleaving: a Story of Marriage, Meat, and Obsession" e ainda não tem tradução para o português.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Hello, stranger!

Quem é você que está lendo todos os meus arquivos?

Eureka!

Epifania é uma súbita sensação de realização ou compreensão da essência ou do significado de algo.
 
Vou pintar o 7 para ver qual é.
É, eu tive uma ontem. No meio de um discurso meu que já tá meio gasto. Mas é isso, né? Tu repete, repete, repete até que tu mesma se convence. E estar convencida é uma coisa mesmo poderosa. É tudo uma questão de postura mental. Já falei o quanto eu odeio pessoas pessimistas?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Calor, cerveja e livros.

No findi passado fugi para o litoral gaúcho para não experimentar a tal sensação térmica de 51 graus anunciada para Porto Alegre. Na sexta, eu e minha hermanita fomos no Barra Shopping. Ela também é rata de livraria como eu, e acabamos comprando uns livros. Ela, livros de autores brasileiros. Eu, acabei comprando por R$14,90, um livro de uma autora francesa, na tradução para o inglês. Chama-se Bonjour Tristesse, de Françoise Sagan. O livro é pequeno e gostoso de ler. A autora tinha só 17 anos quando o escreveu e é a história de uma garota, também de 17 anos, que num verão na Riviera Francesa (ah! que inveja!) descobre o sexo, descobre também que sexo e amor não são a mesma coisa, e que ela pode ser má, muito má. Trata-se de Cécile, uma menina que estudava num colégio de freiras até ir morar com o pai, um bon vivant. Eles levam uma vida frívola, de festas e diversões, sem maiores responsabilidades. Ela tem 17 anos, mas fuma e bebe sem parar. O pai aluga uma casa no litoral francês, para onde vai também uma de suas "amigas". Lá Cécile vive dias de sol e mar, sem qualquer responsabilidade ou preocupação, até conhecer um jovem por quem ela pensa se apaixonar e até a chegada de Ane, uma amiga de sua falecida mãe.
O livro é bem interessante porque mostra um pouco do que era o jeito francês de levar a vida naquela época, a trama é simples, mas o livro é muito bem escrito e tem um senso de humor refinado. 
Virou um filme francês e lendo o livro eu pensei que daria mesmo um bom filme. Recomendo muito.
Agora estou lendo Julie & Julia, e o livro é tão, mas tão diferente do filme! Nossa, completamente diferente e muito melhor. Quase chorei de rir com uma passagem hoje, sobre os gatos (sim, a autora tinha 3 gatos, e não apenas um, como aparece no filme). Continuo lendo, também, Mulheres que Correm com os Lobos e estou achando genial. Acho que todo mundo deveria ler, homens e mulheres, porque ele é muito esclarecedor.
Fora isso, algumas coisas bem tristes que aconteceram, outras nem tanto, e a gente aprende que a vida é muito curta para perdermos tempo com bobagens.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

I was alone, over the edge...

Como saber se valeu a pena? E não pensar que não valeu? Mas não valeu, afinal de contas? Porque você pode fazer todas essas coisas que você fez, e ir aos lugares que foi, e ver as coisas que viu, ouvir o que ouviu, sentir o que sentiu? Consegue olhar para trás e sentir arrependimento? Faria tudo diferente? Cada experiência é única, quem a experimenta também o é. Não achas que o sofrimento que teve foi necessário para tornar-se quem se é? 
Eu não posso sentir tua dor, tu não podes sentir a minha, isso significa que não sofremos?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

I'm talking pedicure on my toes, toes...


Eu me pus brilhante. Eram 5 da manhã. Eu tremia dos pés à cabeça e delirei. Criei os diálogos mais bem escritos de todos os tempos. Eles falavam de vida, falavam de morte. Eu tentei dormir. Eu tive sonhos coloridos. Eu tive sonhos doloridos. Eu acordei confusa e cansada. Eram brilhantes, simplesmente brilhantes aqueles diálogos que me esvaíram pelos dedos conforme eu recobrava a consciência. Conforme eu encarava a realidade de todos aqueles fatos. E as cartas, e tudo o que havia nelas. Sim, o caixão, a morte, estava tudo ali. De algum jeito eu já sabia e apenas fingi não saber naquele arrepio. Mas havia outras coisas que me tranquilizaram. E houve também aqueles números: 4-54. 4-54. 4-54. E a certeza de que alguém morreu na hora certa.
Dentro de mim, ainda existem coisas a matar. Todas as noites tenho sonhos perturbadores, exaustivos. São os monstros que vêm à tona.
Janeiro de 2010: 31 dias. 31 dias que dariam um livro de muitas, muitas páginas. 31 dias de altos e baixos, de reviravoltas, de tramas intrincadas, de morte e de vida, de descobertas e de lágrimas. Sorrisos, abraços, beijos, despedidas, chegadas, tragédias, romance, comédia.
Um mês, apenas um mês. Um mês que é apenas o primeiro de mais 11 que vêm por aí. O que eu quero do futuro resume-se em: dinheiro, Paris, este amor, felicidade compartilhada, casa nova, manhã de sol, um cachorro, um carro, Nova York, São Paulo. Não necessariamente nesta ordem. Mas tudo junto. Em 2010.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Hablamos


Fevereiro de castellano. Minha meia-irmã está me visitando e não fala português. Mas é bom, assim eu pratico. O foda é que vou engordar, certo, já que ela trouxe um monte de alfajores. Dieta já!!
Tem sido bem divertido, até pintar um quadro pintei e vimos Todo sobre mi Madre e o Abrazos Partidos. Confesso que não gostei de Abraços Partidos, me pareceu um filme só para promover (ainda mais) a Penélope Cruz, tem pontas soltas, não é drama nem comédia, fraco.
Quero ainda ver o Sherlock e também Amor sem Escalas. 
Fomos no Iberê Camargo no sábado e eles fecham às 19hs, dá pra acreditar? Aquele sol a pino, e o museu fechado. E aí, sei lá por qual razão, nas quintas abrem até às 21hs! Coisas que só acontecem por aqui, acho eu.
Coisas ruins acontecendo, mas também coisas boas. E como dizia a minha ex-cunhada: família só é bonito em portarretrato (agora é assim? sem o hífen?).
Domingo tiramos foto no lambe-lambe, muito legal. Algumas ficaram bem fantasmagóricas, mas outras ficaram ótimas, coisa de antigamente.
E o meu formspring tá tão bonitinho com o pequeno laranja mecânica. Perguntem-me, perguntem-me.
Ah, e quase esqueço que agora o Tie Dye Poa é PONTO-COM-PONTO-BR! :)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Várias do final de semana

Cinema
Fomos no Barra Shopping Sul para (tentar) assistir ao Sherlock Holmes. Aquele Cinemark é sempre uma bagunça. É bagunça na hora de comprar o ingresso, bagunça na hora de (tentar) comprar pipoca e, finalmente, bagunça e falta de respeito na hora de passar o filme. Ficamos 30 minutos sentados na sala esperando a sessão começar, sem qualquer orientação dos funcionários ou do gerente do Cinemark quanto ao atraso na sessão. Saímos de lá sem o gerente ter aparecido. Pegamos nosso dinheiro de volta e eu não vou mais lá. Já tinha tido problemas quando fomos assistir ao Avatar 3D. Uma fortuna o ingresso e tu não consegues sequer comprar uma pipoca antes tamanhas as filas e lerdeza dos atendentes. Essa de simplesmente nos deixarem meia-hora plantados dentro da sala ouvindo a rádio Cinemark-Trama tocando música nacional foi pra matar. Mais ainda porque o tal gerente não apareceu e ninguém pediu sequer desculpas. O cúmulo do mau atendimento e da falta de respeito com os clientes.

Taxistas
Ou sou eu, ou são eles, mas alguém não fala português. Eu sou dessas pessoas que não apenas diz ao taxista a rua onde quer ir, mas também diz o caminho. Eu costumo pegar bastante táxi e, em geral, vou aos mesmos lugares, sei quais são os menores caminhos e os caminhos mais rápidos. Mas ultimamente eu pego taxista que está em ponto no centro que não sabe ir a um lugar no próprio centro! Fora que a maioria é mal educada e dirige como se não houvesse amanhã, ódio! Hoje mesmo o taxista simplesmente ia indo não sei aonde, quando ele parou num sinal eu perguntei que caminho ele estava fazendo, porque para a minha casa ele, com certeza, não estava me levando. Sério, ele ficou embasbacado quando eu disse, de novo, o endereço e o caminho que ele tinha que fazer. Alguém deve ter um retardo mental e eu sei que não sou eu. Essas coisas estão me convencendo a parar de tomar táxis e juntar o dinheiro para comprar um carro.

Livros
Como estávamos no Barra Shopping e não conseguimos ver o Sherlock, acabamos dando uma passadinha na FNAC e eu realmente não posso entrar em livrarias. Não resisti e comprei Julie & Julia, em inglês, por R$15,90, e My Life in France, da Julia Child, por R$17,90.
Só em janeiro eu já li Ratos e Homens, Cal, Onde Vivem os Monstros e A Boa Sorte. Estou lendo O Segredo de Luísa e Mulheres que Correm com os Lobos. E pretendo começar Julie & Julia hoje mesmo.

Comida
Fiz um risotto de arroz integral com curry que ficou O ouro! Com uma cebola com curry caramelizada. Uma delícia. Agora à noite fomos na Bazkaria e acho que também não volto mais lá. A Sálvia Pizza tem uma pizza melhor (embora alguns dos sabores da Bazkaria sejam melhores), e o atendimento também é bem melhor. Ficamos um tempão esperando um petit gateau e os garçons simplesmente nos ignoravam. Não me interessa que a casa estava cheia, das outras vezes que eu fui lá, também estava cheio e o atendimento foi bem melhor.


Happy Hour
Descobrimos hoje o Instituto NT, que fica na Marquês do Pombal nº1111. O lugar é um casarão antigo, lindíssimo, onde tem um cinema que passa filmes alternativos e um café super agradável, com um deck de madeira. Mas o cardápio deles ainda pode ser aprimorado, tem poucas opções de café. De qualquer forma, um ótimo local para aquela happy hour com as amigas ou o namorado.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Contos de fadas

Eu sempre gostei de contos de fadas. Um dos meus livros mais queridos, e um dos primeiros que comprei (provavelmente juntando a mesada), foi Contos de Charles Perrault, uma edição de capa dura, com as fábulas originais e algumas ilustrações antigas.
Ontem eu li um livrinho que comprei junto com o Mulheres que Correm com os Lobos: chama-se A Boa Sorte e é mais um desses livros no estilo O Segredo. Tem 120 páginas, mas é pequeno e a fonte usada é grande, devo ter levado no máximo meia hora para ler. É um livrinho bacana que utiliza uma fábula para tentar ensinar às pessoas que as oportunidades estão sempre aí, mas que temos que construir as condições para que possamos aproveitá-las. A fábula é bonitinha e serve bem como um livro para crianças.
Depois de lê-lo, retomei a leitura do Mulheres, e a autora fala sobre a fábula do Barba Azul e como ela é uma boa paródia de certos aspectos da psique das mulheres. Essa fábula, em especial, sempre foi uma das quais me impressiona mais, porque é extremamente violenta em comparação com outras.
Nessa, há mulheres mortas, há sangue, há o horror.
A Autora de Mulheres... nos fala como nós podemos, muitas vezes, casar com o Barba Azul sem nos apercebemos. Eu agora vejo bem isso. Ele parece distinto e agradável, diz que você pode fazer o que quiser, mas não pode abrir a portinha do quarto secreto, diz que ama o seu sorriso quando no fundo quer esmagar seu crânio para acabar com ele. Talvez nem toda mulher se identifique com isso (ainda bem), mas creio que muitas se identificarão.
Não sei se todas as mulheres devem ler esse livro Mulheres que Correm com os Lobos, ele é um livro difícil. Mas acho que seria salutar que lessem, ao menos, algumas partes dele. Ele tem 614 páginas, a fonte utilizada não é grande, portanto, tem bastante coisa para ler. Ele tem um índice por assuntos que talvez seja bem prático para quem procura algum insight sobre assunto específicos que dizem respeito somente às mulheres.

O interessante é que ela usa contos de fada para fazer análises psicológicas e o próximo livro que eu tenho que ler para o desafio literário é, justamente, um conto de fada: Alice no País das Maravilhas. Aliás, vocês já pararam para pensar porque a maioria das personagens principais nas fábulas são meninas ou mulheres?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A difícil arte de existir

Existir é repetir-se. E repetir-se, às vezes, cansa. Então tu faxinas a casa, passa aspirador, pano, lava banheiro, limpa espelho, lava louça... e aí, quando tudo está limpo, perfumado e organizado, tu ficas com fome e - OH Meu Deus! - o fogão fica sujo de novo e já tem mais louça na pia para lavar. Affe. Quero uma casa autolimpante JÁ!
Pelo menos escrevi dois posts no Tie Dye e coloquei umas novidades da Laurina na Vendinha.
Por causa da Dani eu percebi que não escrevo no Novos Ares desde julho do ano passado. Nossa, muito tempo! A verdade é que não ando muito a fim de escrever. Eu sei que eu deveria. Deveria mesmo. Tanta coisa acontecendo, principalmente aqui dentro, mas tem muito que eu ainda não consigo verbalizar. É difícil. O retorno de Saturno veio e me acertou em cheio, ainda estou me recuperando.

No entanto, realmente, como disse o Marcelo, eu tenho que reconhecer, ainda que estranhamente, que eu sou mais feliz agora do que antes. Mesmo no meio do olho do furacão. Tem coisas que a gente só aprende na marra e algumas fichas só caem, minha gente, com muita terapia. E, na boa, eu desconfio de quem tem resistência à terapia.
Como disse a Adri com relação a quem não gosta de queijo, eu complemento afirmando: quem não gosta de queijo e resiste à terapia, bom sujeito não é.

Livros, livros, livros...

No meio do desafio literário, eu tenho que começar a ler Alice in Wonderland, livro de março. Comecei a ler Mulheres que Correm com lobos, indicação da minha psiqui. Tenho ainda Ask the Dust na espera, e O Segredo de Luísa começado. Preciso ler um livro para a pós e estudar Direito Constitucional.
Bom saber que eu ainda tenho o feeling da coisa. Ontem, saiu tudo como eu imaginei que sairia. Cheguei à conclusão de que a maioria do conhecimento que eu tenho veio da experiência e das minhas leituras e não propriamente do estudo. Gosto mais de absorver conhecimento das pessoas, por isso, prefiro aulas a livros técnicos. Bons professores nunca sairão do meu coração e da minha memória, assim como boa parte do que eles tentaram ensinar (e conseguiram, muitas vezes).
Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece. Inacreditável. Em dois dias, 3 fantasmas do passado ressurgiram. AFFE. Agora as pessoas que eu gostaria de reencontrar, essas, nunca mais, né? o_O

Existe justiça no mundo, mas ela é pouca. Por outro lado, até é bom constatar como o mundo dá voltas.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Cal, de José Luís Peixoto

Terminei de ler Cal. É uma coleção de textos do Peixoto, alguns inéditos e alguns publicados em diversos lugares. Uma peça de teatro, alguns poemas e contos. Gostei muito de "A ver a minha vó". Alguns outros não gostei tanto. Acho que prefiro os romances dele. De qualquer forma, se alguém conseguir encontrar, recomendo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Carta a Daniel 17

Querido Daniel,
mais um ano passou. No entanto, ainda sinto que tenho um espinho cravado em meu coração, daqueles que doem nos momentos mais insólitos, devido a algum sobressalto cardíaco.
Já tentei tirá-lo, mas está encravado, penetrou bem fundo, e para removê-lo, será necessário abrir um buraco no meu peito, cavoucar esse músculo involuntário, e isso trará ainda mais dor, por isso evito.
Quero que saibas que tu sabes o que fazer, apenas precisa fazê-lo. Preciso de alguém que segure minha mão quando eu cravar a faca em mim mesma, preciso de alguém que me ajude a fazer curativos, limpe o sangue, enxugue minhas lágrimas. Penso que és capaz disso.
Preciso de um colo onde descansar a cabeça, preciso de um pano de água fria na testa quando a febre se fizer inevitável. Preciso que segures firme a minha mão quando eu gritar.
Eu saí, eu voei, eu usei o telefone e mandei sinais de fumaça, porque precisava te encontrar. Agora que estás aqui, por favor, fique.
Um beijo com sabor de cereja,

C.

Onde vivem os monstros - Maurice Sendak

Essa era a leitura de fevereiro. Eu não sabia que era um livro tão curtinho, eu li em 10 minutos, acho que nem isso! É um livro infantil com umas ilustrações bonitinhas, vou dar de presente pro meu afilhado. A história é simples e fofa, fiquei curiosa para ver o filme.
Escolhi esse livro por causa do filme e porque ele é o preferido do presidente estadunidense. Recomendo, especialmente para quem tem filhos pequenos.
O livro da reserva era As Crônicas de Nárnia, mas como eu não tenho, vou passar pra leitura de março, Alice in Wonderland, porque esse livro é grosso e vai me dar mais trabalho. Ainda preciso terminar Cal, do Peixoto, e quero começar a ler Ask the Dust, do Fante.
Desculpem pela mini resenha, eu realmente não tinha percebido que esse livro era tão curtinho.