quinta-feira, 24 de junho de 2010

No mistery left

É como uma dessas músicas que tu escutas e te dá vontade de sair correndo. Já te aconteceu isso? Dá uma vontade enorme de sair correndo, de viver, de fazer qualquer coisa que não se sabe bem o que é. Apenas correr, sentir o vento no rosto, suar, sentir o coração batendo rápido, sentir dor na barriga de não conseguir respirar direito. Correr e correr, sem saber direito para onde.
Um dia a gente acorda querendo abraçar o mundo e não sabe por onde começar. E é bem isso mesmo, enquanto uns estavam se preparando para a glória, eu tava dando banda com meus amigos, e daí? São escolhas. Eu tava em Nova York indo para Conney Island passar um dos dias mais felizes da minha vida. E tu estavas aonde? 
Talvez eu seja uma má influência. Talvez muita gente me deteste. E quem se importa? Os que me amam são as pessoas mais legais do mundo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Summer 78


1978, o ano em que eu nasci. Sei pouco sobre ele. Sei que a Argentina ganhou a copa. E só. Aí descobri essa música linda, e me deu vontade de chorar ao escutá-la pela primeira vez. Ela me lembra aqueles filmes de guerra, naquelas cenas que antecedem o horror! O horror! Aquelas nas quais as personagens se apaixonam e andam de bicicleta em campos floridos, num lindo dia de sol. Naquela parte do little did they know do que vinha pela frente. E o que vinha pela frente eram bombas, tiros, sangue, dor e morte.
Fico acompanhando os dramas comezinhos de pequeninos burgueses como eu. Talvez o grande mal desse mundo hoje em dia, o que causa tanta depressão e #mimimi generalizado, seja a falta de grandes dramas. Se a gente tivesse que enfrentar guerras, fome, abandono, tenho certeza de que reclamaríamos menos da vida. Posso estar exagerando, não desejo a guerra nem coisas horríveis pra ninguém, mas o #mimimi cansa demais.
O lance é que enquanto estamos vendo a vida passar e reclamando sem fazer nada, tem gente por aí fazendo coisas lindas e sensacionais.

Think Simple Now - A Arte da Felicidade

O Think Simple Now é um blog motivacional, muito legal, que achei na internet faz um tempinho já. Desde então, eu acompanho os posts, sempre cheios de ótimos insights para melhorar a vidinha da gente. Resolvi compartilhar os posts da Tina com quem não fala inglês. Então vou começar a traduzi-los aqui. O de hoje é de 22 de junho.


Um dos maiores desafios de ser uma recém-mãe é perceber o pouquíssimo tempo livre que a gente realmente passa a ter.

Durante as primeiras semanas da chegada de Ryan em casa, meu dia consistia em troca de fraldas, alimentar, fazer arrotar, tirar leite dos seios, aconchegar, embalar, cantar baixinho - e o ciclo se repetia até meu marido chegar. Em muitos dias, encontrar um tempinho para tomar banho torna-se um desafio em si mesmo.

Se eu tenho sorte, enquanto Ryan cochila, eu arrumo uma ou duas horas para correr pro banheiro, lavar o que der, e conseguir comer alguma coisa. Nos dias em que eu posso fazer mais, consigo lavar a louça e ir ao mercado.

Esta tem sido a minha vida pelos últimos seis meses. E o que descrevi acima consiste apenas  parte dos desafios que temos que encarar. Outros são privação de sono, manter o relacionamento romântico, e cólicas (3 ou mais horas de choro incessante, todas as noites, por várias semanas).

O que me fez concluir que nós, enquanto sociedade, realmente não damos crédito suficiente aos pais e mães em tempo integral do mundo. É mesmo uma das coisas mais difíceis que alguém pode experimentar mas, ainda, é uma dessas coisas que não se pode antecipar ou entender de verdade antes de se passar por isso.

Porque minhas mãos estão sempre ocupadas (literalmente), estou sempre para trás em todo o resto, como limpar a casa, lavar a roupa, responder e-mails e mais uma lista de coisas que parece infindável.

Agora que o Ryan está maiorzinho, quando ele não estava comendo ou dormindo, eu me pegava colocando-o para brincar em cima do tapete, ou numa cadeirinha, quase que habitualmente, para que eu pudesse tirar o atraso e fazer mais coisas da minha lista. Mas assim agindo, eu não estava realmente participando do desenvolvimento dele enquanto acordado.

Minha mente estava barulhenta, lotada de pensamentos e confusa. Eu sentia que estava me afogando num mar de tudo... aahhhhh!!!!

Um dia, há algumas semanas atrás, enquanto eu corria para tentar fazer meu trabalho no computador, eu ouvi Ryan fazendo aqueles barulhinhos de bebê adoráveis com a boca, enquanto ele estava deitadinho ao lado da minha mesa em cima de uma coberta.

Tentei ignorá-lo, para terminar o que havia começado mas, naquele momento, percebi que estava perdendo de estar com meu bebê, presenciando todos seus momentos de desenvolvimento. Desliguei o computador e comecei a brincar com Ryan, dando-lhe toda a minha atenção.

Dei-me conta de que tinha deixado uma lista de tarefas ditar as regras da minha vida. Porque eu estava tão focada em fazer as coisas, deixei de lado o meu filho, mesmo que ele estivesse ali fisicamente.

Concluí que o trabalho vai estar sempre ali, e não terá fim, se você assim permitir. Percebi que minha própria felicidade e estar com a minha família são as minhas prioridades mais importantes. E agora, escolho estar com meu filho, para dar-lhe minha total atenção, e testemunhar com profunda alegria que os bebês são radiantes. Todo o resto pode esperar.

Quando estamos ocupados estando ocupados, perdemos os detalhes bonitos de nossas vidas, e damos pouca importância a coisas que realmente significam muito para nós.

Se hoje fosse o último dia de sua vida, você estaria fazendo que tem perdido tanto tempo tentando fazer? Ou você estaria aproveitando momentos de deliciosa intimidade com aqueles que você ama? Ou fazendo algo que satisfizesse sua alma, que faz você saber, de dentro do seu coração, que a vida foi feita para ser alegre.

Rota direta para a felicidade

É fácil cair na armadilha das intermináveis listas de coisas a fazer, ou das exigências de outras pessoas que querem seu tempo,  ou ainda da culpa de ter que fazer as coisas que você "deveria" estar fazendo.

Mas se tirarmos um momento para diminuir o ritmo, refletir, limpar nossas mentes, perceberemos que muitas das atividades que temos, e muitas das coisas que nos deixam estressados, não acrescentam nada ao nosso bem-estar.

Ao final de um dia, pergunte-se: O que eu quero? E a resposta será, quase sempre, um derivativo de Eu quero ser feliz.

Então, em vez de estar ocupado, em vez de fazer, de correr para tentar chegar a algum lugar, apenas decida ser feliz, AGORA!

Faça com que alegria e felicidade sejam os sentimentos que permeiam o seu dia, independentemente do que você está fazendo.

Foque-se nas coisas que fazem com que você se sinta bem. Foque-se nas bençãos e coisas boas que acontecem na sua vida. Observe as coisas pelas quais você pode agradecer, e mentalmente as especifique durante o dia. 

Se você se pegar estressado ou atropelado pelas tarefas, pare tudo o que estiver fazendo e (opcionalmente) feche os olhos. Respire profundamente - inale todo o ar que puder e exale devagar - e pergunte-se: Quero sentir-me bem. O que posso fazer para me sentir bem? E foque-se nisso, siga sua intuição.

Outro dia, senti-me distraída e sob pressão, então perguntei a mim mesma o que eu queria fazer naquele momento, e minha voz interior pediu que eu tocasse a música Sweet Lullaby, do Deep Forest. Para mim, essa música representa esperança, inspiração e aventura. 

(Parênteses meus: cara!!!! Nunca mais tinha ouvido essa música!!!)

Imediatamente senti-me tomada pela música e comecei a dançar ao seu ritmo pelo meu escritório. Uma sensação de alívio apoderou-se de mim e acalmou meu espírito. Senti-me pronta para encarar tudo de novo. Naquele momento, tive esse pensamento:

Pare de fazer aquilo que você pensa que deve fazer. Faça o que você quer fazer, o que faz com que você se sinta bem, faça aquilo que a sua inspiração manda fazer. Lembre-se que em nosso mundo, você faz as regras. O estresse é opcional.

Teardrop

É, ser louca é uma coisa muito cara, muito cara. Se eu tivesse a personalidade do Jim Carey em I love you Philip Morris, eu poderia dar golpes e me safar muito melhor que ele. Mas não tenho... então eu preciso dar um jeito de ganhar dinheiro de alguma maneira lícita. Enquanto isso ouço Yann Tiersen e tenho vontade de chorar. Aí ouço Massive Attack, lembro do House, tenho vontade de chorar também. Minto, agora não tenho vontade de chorar, mas me dá uma certa tristeza igual. Em geral, as coisas sempre significam mais para mim do que para os outros.
Amanhã fiquei de ir caminhar de manhã. E farei cookies de novo. E recuperarei minha dignidade fazendo as unhas das mãos e as sobrancelhas. E assistirei uma palestra. E jantarei comida quente e com muito carboidrato. Agora faço planos de ir morar no Oriente Médio. Golfo Pérsico. Um desafio. Mas as Ilhas Maldivas, as Ilhas Maldivas, as Ilhas Maldivas!!!!!!!!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mudando, mudando, mudando.

Porque é preciso.

Sonhos, sonhos, sonhos


Sonhei que eu tinha duas avós e elas eram bruxas. Más.
Havia fogo, havia uma menininha que cabia na palma da minha mão e que eu salvava de morrer desnutrida. Havia pessoas que matavam pessoas para comer. E uma gorda, muito, muito, gorda, que emagrecia muito. E um álbum de fotos. E pessoas que eu não vejo há tempos. E instrumentos pérfuro-cortantes. Havia muitas coisas, muitas pessoas, uma japonesa magricela e má, que se vestida toda de preto e queria comer a gorda, literalmente. Por isso a gorda emagrecia. Para não ser devorada.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Desafio Literário 2010 - Confessions of a Shopaholic y otras cositas...


Ontem peguei o Confessions of a Shopaholic pra continuar a leitura. Mas ô livrinho que me irrita! Não aguento a futilidade da Becky Bloom. É demais pra mim. Li mais umas páginas e larguei. Mas vou lê-lo até o final, ah, vou. Porque, afinal de contas, ele é o livro do mês de maio. Vou penar, eu sei, mas vou terminá-lo.
Bom, ontem terminei de ler Dexter no Escuro. Falei cedo demais que o livro era bom. Me deu uma certa raiva no final: usar misticismo pra explicar a personalidade de Dexter? Vá se catar. Com certeza, como comentou a Dani no post abaixo, a série de tv é mil vezes melhor, os roteiristas fizeram um trabalho primoroso. 
Esse terceiro livro termina na mesma cena em que terminou a 3a temporada da série de tv. Mas a cena televisiva é mil vezes melhor do que a do livro. Sério, chegou a ficar ridículo esse final literário. E, além disso, como eu falei abaixo, a edição é horrivelmente mal cuidada, cheia de erros do começo ao fim. Chego a ficar com vergonha que uma editora brasileira faça um trabalho mal feito desses.
Sei que fiquei tão irritada com o final do livro que peguei um livro que eu tinha abandonado ano passado, Frenesi Polissilábico, do Nick Hornby, e recomecei a ler. Confesso que agora gostei um pouco mais. Esse livro é, na verdade, uma série de colunas que o autor escreveu para uma revista literária, falando sobre os livros que ele estava lendo. Uma coisa que me chateou ano passado, quando comprei o livro e comecei a ler, foi que a maioria dos livros que ele menciona eu nunca ouvi falar. Mas agora ficou mais interessante porque, ao menos, ele começou a falar de escritores que eu conheço, como Dickens e Hemingway. E os que eu não conheço, ele me deixou com vontade de conhecer, como Jonatham Lethem e Francis Wheen (aliás, o título em inglês é simplesmente genial, a tradução o deixou interessante, apenas).
Ando comendo livros, praticamente. Mas há dois problemas: 1. não estou lendo os livros do desafio; 2. não estou lendo os livros jurídicos que eu tenho de ler. Tenho que entregar meu projeto de trabalho de conclusão da pós agora em agosto e até o presente momento não li nada, nem sequer tenho idéia sobre qual assunto escreverei... procrastinação deixa a coisa mais emocionante... hehehehe

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Dexter no Escuro - Jeff Lindsay

Ganhei do meu namorado e já comecei a ler. O 3o livro da série que deu origem ao seriado Dexter não poderia ser ruim, mas é. Explico: a história é ótima, é bem escrita, tem partes muito engraçadas, mas a tradução é péssima e o livro está cheio de erros de ortografia, gramática e digitação. Não acredito que um livro saia de uma editora com tantos erros! Coisas como "ei", em vez de "eu", repetidas vezes, erros de pontuação, enfim, um horror!
Não li o original, mas como já trabalhei com tradução, tenho certeza de que há coisas mal traduzidas. Fiquei decepcionada com a falta de qualidade da editora planeta, confesso. Não sei se foi a pressa de publicar, ou falta de cuidado mesmo, mas fica o recado.
De qualquer forma, a história é ótima e vale a pena ler. Tem um blog fazendo uma promoção para ganhar os 3 livros, clica aqui e participa.

terça-feira, 15 de junho de 2010

E agora...

...fico ouvindo essa e essa, sem parar.

Dieta líquida


Passarei a álcool, será que emagrece? A verdade é que às vezes eu me irrito com certas coisas, mas deixa assim... só não me tirem pra trouxa.
Eu ia falar, mas ando sem saco. Então fiquem com imagens da minha vida.

sábado, 12 de junho de 2010

Watch me burn

Ele tem raiva. Eu gosto. Eu posso compreender. Eu sei aceitar. É fácil de me identificar. E tudo vem à tona, tudo vem à tona. Eu preciso dar socos nas paredes para machucar as mãos. Eu preciso correr, eu preciso ficar em forma, eu preciso me preparar, porque terei de lutar, terei de lutar.
Eu tenho muita coragem. Eu chuto todos os baldes. Eu não sei fingir. Eu minto que era muito mais fácil sorrir, mas é isso, é apenas mentira e eu não sei mentir quanto às coisas que realmente me importam.
O sol brilha quando tem de brilhar.


I was a heavy heart to carry, my beloved was weighed down
My arms around his neck, my fingers laced to crown
I was a heavy heart to carry, my feet dragged across ground
And he took me to the river where he slowly let me drown

terça-feira, 8 de junho de 2010

Desafio Literário 2010 - junho: Pó de Parede - Carol Bensimon

Eu li esse livro mais pro começo do ano. Ele é fino, consiste de 3 histórias curtas, fácil de ler. Confesso que não gostei muito. Para toda crítica positiva que existe a respeito da autora, achei bem fraco. Somente a última história é digna de nota e elogio. As duas primeiras parecem trabalho de faculdade.
Não quero desmerecer a jovem escritora gaúcha. Mas realmente esperava mais. No entanto, acho que ela tem os requisitos necessários para vir a ser um grande nome da nossa literatura, se pegar mais pesado no trabalho. A primeira história, ainda que triste, tem um quê de querido diário que me fez torcer o nariz pra ela. Dá pra ler um trechinho do Pó de Parede aqui.
Não falta sensibilidade a essa jovem autora, que agora vive em Paris (inveeeeja!!) e de lá escreve um blog muito legal.
Dou nota 2 para o livro, mas recomendo que experimentem o livro mais recente dela, Sinuca Embaixo D'Água, que parece ser mais interessante e é finalista do Prêmio São Paulo de Literatura.

Porque as vacas dão leite...

Eu poderia dizer que algumas pessoas surpreendem, mas a verdade é que não me surpreendo muito. Há algo que umas pessoas classificariam de infantil em certas outras pessoas. Imaturidade, ou qualquer coisa de semelhante. Mas devo discordar. É muito além da imaturidade. É uma necessidade de ser melhor que os demais, ou, ainda, de sentir-me melhor, superior. E para isso, faz-se o quê? Tenta-se, ainda que a custa de passar ridículo, diminuir-se os outros. Só que certas atitudes falam por si só. Eu me sinto privilegiada por, em geral, não ter de falar nada porque eu levo muito a sério aquele ensinamento judaico do Lashon hara. As atitudes dos outros demonstram a que eles vieram, quais são seus valores ou apenas mostram que certos indivíduos não possuem quaisquer valores. Há criaturas que fazem do narcisismo um estilo de vida. E isso é algo que espelha o vazio que impera em muitas pessoas que se dizem pessoas hoje em dia. É preciso muito mais do que aparências para que um indivíduo possa ser chamado de pessoa. A verdade é que eu aprendi a simplesmente considerar esses seres “humanos” vazios, mesquinhos, invejosos, narcisistas, como não pessoas. Eles são coisas, e coisas que são, podem ser descartados. Já que não servem para nada mesmo.

Carta a Daniel 21

Querido Daniel,

Eu preciso te dizer adeus. Nem que seja nos meus sonhos. De alguma maneira, tu estavas lá, dentro do meu coração e dos meus pensamentos. Foste substituído por algo de real, mas me doeu perder-te. Assim como doeu imaginar que eu poderia perder o que tenho de concreto. Mas ele voltou com uma camiseta verde e isso me deu esperança.
Havia uma floresta escura à frente da tua casa, eu não queria que ele fosse até lá. Eu tinha medo que ele não voltasse. Mas também não queria deixar-te. Agarrei-me a ti, com os braços e as pernas e minhas lágrimas, mas permaneceste inerte, como se eu não estivesse ali, como se meu corpo não estivesse junto ao teu.
Havia um veneno em uma seringa negra. Eu tinha uma arma futurista e letal. Havia um helicóptero negro. Eu precisava fugir, eu precisava de ajuda, eu passava mal, eu estava envenenada. O máximo que consegui foi que minha irmã pegasse um ônibus comigo. Eu precisava esconder-me.
Como pudeste simplesmente excluir-me da tua vida como se eu nunca tivesse feito parte dela? Como podes viver sem sequer dedicar um único e singular pensamento a mim? Ainda que o fizesses de tempos em tempos?
Eu sei que me apagaste de tudo. Eu nunca existi. Eu não fui, não sou, não serei nada para ti. E isso não te doeu nada. Tu não sentes dor, tu nunca sentiste a minha dor. Nunca te preocupaste comigo, nunca pensaste que eu poderia simplesmente ir...
Não te deixo mais beijos. Não mais.
C.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Extremamente alto e incrivelmente perto

Querido Jonathan,
terminei de ler teu livro ontem à noite. Confesso que no começo o estava achando chato. Chatíssimo, aliás. O menino Oskar Schell não me parece crível, porque nenhuma criança de 8 anos pode ser assim tão incrivelmente inteligente e chata. Somente ao final ele me parece uma criança. Aliás, somente ao final ele me pareceu um ser humano e não apenas uma personagem.
As melhores partes do livro são as cartas do pai ao filho. Ali tu mostras toda a tua sensibilidade como escritor. Mas não posso deixar de dizer que o tema do livro, o 11 de setembro, não poderia ser mais comercial. É um livro tocante, no entanto. Terminei de lê-lo com lágrimas. 
Creio que deixaste de ser "uma das vozes mais promissoras" da tua geração quando teu livro "Everything is illuminated" virou filme. Se Hollywood te quis, deixaste de ser promessa, passaste a ser uma coisa concreta, um produto, parte da indústria. Isso, no entanto, não retira tuas qualidades. És extremamente sensível e consegue descrever sentimentos profundos com maestria.
Mas, como eu disse, falta algo a esse teu livro. Um pouco mais de verossimilhança. Eu sei que é ficção, mas mesmo assim.
De qualquer forma, gostei do teu livro.
Um abraço,
Virginia

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sonhos

Sonhei que meu avô (que já faleceu) me dizia que eu tinha que ligar para a minha mãe. Aí comecei a sonhar que eu telefonava para a minha mãe e dizia pra ela que só estava ligando porque meu avô me tinha dito pra ligar. Aí acordei e comecei a interpretar o sonho. Meu avô já morreu, não existe vida além da morte, logo ele era uma representação do meu ego estridente tentando me fazer sentir culpada por não telefonar pra minha mãe há mais de uma semana. Às vezes ser cética como eu é uma merda, hein?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Desafio Literário 2010 - atualizando

Bom, minha lista está aqui.
E eu meio que me desorganizei nela. Já li Ratos e Homens, livro de janeiro. Já li Onde Vivem os Monstros, livro de fevereiro. Já li Alice in Wonderland, livro de março. O livro de abril, Histórias Fantásticas, comecei a ler e ainda não terminei. Mas já li o livro de junho, Pó de Parede. Já li o livro de julho, o da reserva, O Guia do Mochileiro das Galáxias. Li o livro de outubro, Julie & Julia. Já li o livro da reserva de novembro, Cal, do Peixoto. 
Faltam as resenhas para os livros a partir de abril. Tô devendo.
No meio desses, ainda estou lendo Mulheres que Correm com os Lobos. E li Anansi Boys, Meu Vizinho é um Psicopata, Bon Jour Tristesse, A Boa Sorte, e A Arte de Ter Razão. Acho que é isso. Preciso colocar as coisas em ordem e as resenhas em dia.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Carta a Daniel 20

Querido Daniel,
faz frio lá fora e o frio seria maior se o silêncio não tivesse sido cortado.
Minhas unhas agora são cinza, cinza como minhas roupas e os meus dias. Todos os dias são a distância da palidez do teu rosto. A distância que flui.
Queria que me dissesses porque me odeias tanto. O que há no que possa ter acontecido que tenha deixado tanta mágoa dentro de ti. Uma mágoa que transparece no teu olhar baço, que não tem o brilho de antes.
Há um mundo de distância entre nós. Vários mundos: tudo gira ao redor da música, do tempo, dos sabores e aromas.
Eu queria chorar e não consigo. Em vez disso, meu nariz coça. Eu dormi, dormi, dormi, e não tive nenhum sonho bom. Ainda penso em cortar as minhas mãos, cortar as palmas das minhas mãos e ver o sangue escorrer por entre meus dedos. Isso me acalmaria.
Eu quis a paz e imaginei uma casinha isolada no deserto. Seríamos felizes, eu e tu. Teríamos um cão, peludo e grande. Sempre a andar com o rabo abanando de alegria e gratidão. Se há algo que os cães têm é isso: demonstram gratidão em quase todos os seus atos.
Eu prometeria o seguinte: cuida de mim agora. Cuido de ti depois. Cada um ao tempo de sua necessidade. Porque agora eu preciso, e muito.
Há algo de inconcretizável nesse sentimento que penso recíproco e isso sempre me parte o coração. Sempre.
Um beijo com gosto de poeira,
C.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Milhas por hora

Your heart’s on the loose
You rolled them seven’s with nothing lose
And this ain’t no place for the weary kind

You called all your shots
Shooting 8 ball at the corner truck stop
Somehow this don’t feel like home anymore

And this ain’t no place for the weary kind
And this ain’t no place to lose your mind
And this ain’t no place to fall behind
Pick up your crazy heart and give it one more try

Your body aches…
Playing your guitar and sweating out the hate
The days and the nights all feel the same

Whiskey has been a thorn in your side
and it doesn’t forget
the highway that calls for your heart inside

And this ain’t no place for the weary kind
And this ain’t no place to lose your mind
And this ain’t no place to fall behind
Pick up your crazy heart and give it one more try

Your lovers warm kiss…
It’s too damn far from your fingertips
You are the man that ruined her world

Your heart’s on the loose
You rolled them seven’s with nothing to lose
And this ain’t no place for the weary kind

Sangue de verdade

Sonhei que era uma vampira do bem: não queria chupar o sangue de ninguém. Por isso, era perseguida por humanos e vampiros. Estava fraca, já que não comia. Passei o sonho quase todo fugindo. Então me atirei de um prédio super alto na fuga e caí na frente de uma loja chiquérrima que havia no térreo, dentro de uma caixa, como uma manequim desmontada. Dentro da caixa, comigo, tinha um par de sapatos lindíssimos e que pareciam muito caros. Eu fiquei observando as pessoas da loja, a gerente era uma mulher sofisticada, que parecia a Meryl Streep em O Diabo Veste Prada. A loja só vendia coisas caras. Eu queria colocar meus pedaços no lugar, mas sempre vinha alguém e eu tinha que me desmontar de novo. Consegui correr e me esconder no provador da loja, que era um jardim japonês lindíssimo. Minha prima me trouxe uma camisa e uns jeans clarinhos, tudo lindo, novo e com aparência de muito caro, e me deu para vestir. Mas eu não conseguia, porque tinha que ficar me atirando embaixo de uma mesa já que ficava entrando gente no provador e ninguém podia me ver. E, quando eu finalmente, conseguia me vestir, eu não tinha sapatos e precisava deles pra ir embora. Se eu saísse sem sapatos, chamaria a atenção das pessoas e seria descoberta.
Antes disso eu sonhei que encontrava um cara oriental, que se chamava Vitor. Ele me abraçava e de repente o abraço ficava apertado demais e ele segurava firme com os dedos nas minhas costelas, e aquilo estava me machucando. Eu tentava me desvencilhar dele, dizia: Vitor, me solta! E ele me ignorava e apertava mais. Acordei toda atravessada na cama, com o travesseiro nas costas, bem nas costelas, onde o abraço me incomodava no sonho...
Numa parte do sonho eu lembro que eu assistia ao seriado Trueblood... que eu nunca assisti. Hence the vampires...